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terça-feira, 16 de junho de 2026
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Acre enfrenta grave crise hídrica com nível do Rio Acre em 1,51m


O estado do Acre enfrenta uma grave crise hídrica, com o nível do Rio Acre atingindo apenas 1,51 metros na manhã desta sexta-feira (26), conforme medição realizada às 05h41. Este nível, perigosamente próximo ao recorde histórico de 1,25 metros registrado em outubro de 2022, ressalta a severidade da seca que afeta a região.

Impactos na Agricultura e Abastecimento

A situação tem causado grandes dificuldades para a agricultura e o abastecimento de água. Mais de 80% da produção agropecuária do estado está em risco, com extensas áreas já severamente afetadas pela estiagem. A seca extrema ameaça não apenas a produção agrícola, mas também a subsistência das comunidades ribeirinhas, que dependem do Rio Acre para transporte e irrigação.

Navegação e Economia Comprometidas

O baixo nível do rio dificulta a navegação, especialmente para embarcações de maior porte, que são essenciais para transportar produtos agrícolas das áreas ribeirinhas para os centros urbanos. Essa limitação na navegação agrava os desafios econômicos da região, já que impede o fluxo normal de mercadorias e encarece os custos de transporte.

Medidas Emergenciais

Diante da crise, a Prefeitura de Rio Branco e o Governo do Estado têm adotado medidas emergenciais. Comunidades rurais estão sendo atendidas por carros-pipa para suprir a necessidade de água potável. Além disso, a Defesa Civil Nacional reconheceu a situação de emergência na região, permitindo à prefeitura solicitar recursos federais para ações de defesa civil, como a compra de cestas básicas, água mineral e kits de higiene.

Reconhecimento de Emergência e Ações Futuras

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, que assinou o decreto de situação de emergência em junho deste ano, destaca a urgência da situação. “Estamos diante de um cenário crítico, com baixos índices dos rios indicando uma seca prolongada e severa. É fundamental que adotemos medidas imediatas para garantir o abastecimento de água e a segurança alimentar da população”, afirmou Bocalom.

Enquanto as autoridades locais trabalham para mitigar os impactos da seca, a previsão de um fenômeno La Niña no segundo semestre aumenta a incerteza sobre as condições climáticas futuras.