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sexta-feira, 26 de junho de 2026
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As novas crianças

As novas crianças

Tenho observado muito o movimento energético que o nosso planeta vem sofrendo e tenho percebido que para a Nova Era se instalar, novos seres têm que servir como ponte entre o velho e o novo mundo.

Muitos desses seres já estão entre nós fazendo um lindo trabalho, onde através do seu sentir, vêm despertando muitos para sua realidade emocional e os oportunizando a mudarem o mundo que os rodeiam.

Outros ainda estão chegando ao planeta com “ferramentas” diferenciaras capazes de facilitar ainda mais os passos daqueles que anseiam por mudanças mais eficazes no plano físico, como na saúde, na educação e na política.

Esses seres são as novas crianças, essas que estão nos nossos lares.

Contudo elas estão chegando ao mundo e já estão encontrando dificuldades, porque não estão tendo o apoio necessário e nem a compreensão de comportamentos que parecem estranhos.

É certo que as novas crianças já chegam com muita desenvoltura, inteligência e sensibilidade, mas encontram muitos obstáculos na educação, que ainda não acompanharam as necessidades desses novos pequenos, e da saúde que insiste em diagnosticar, como doentes, aqueles que se comportam diferentemente da massa.

Não é porque uma criança não aprende a ler no tempo de outras que ela é “anormal”.

Não é porque uma criança não gostas de brincar com muita gente que ela vai ser diagnosticada com algum distúrbio.

Não é porque uma criança não se interessa por determinadas brincadeiras ou gosta de brincar com o sexo oposto que ela vai ser julgado por isso.

Mas alguém já se perguntou o que nós perderíamos fazer para deixarmos essas crianças mais confortáveis no mundo?

São tantos julgamentos.

É tanta pressão e opressão.

E sabe o que é engraçado? É que as características positivas dessas crianças, ao invés de serem exploradas, são usadas como troféus de pais que buscam a todo custo fortalecer o seu ego.

Canso de ouvir: meu filho aprendeu a ler com quatro anos, ele não é incrível? Minha filha desenha desde os três anos, não é o máximo? E tudo isso é sempre feito em tom de comparação entre e de disputa.

E digo mais, elas estão crescendo e virando jovens que estão se sentindo perdidos, porque vieram para formar a ponte que vai levar ao paraíso e de repente se viram num verdadeiro campo de guerra, onde encontraram pais que não sabem lidar com as diferenças e uma sociedades ainda muito preconceituosa.

Muitos jovens me dizem que não conseguem entender o que acontece com a vida deles e que tudo tem perdido o sentido.

Eles estão cada vez depressivos e carentes, sendo que muitos, em razão disso, ou correm para as drogas para tentar “se encontrar” ou pensam em tirar a própria vida porque o mundo tá pesado demais.

As novas crianças precisam da natureza, de músicas com significado, de permissão para brincar (porque é nas brincadeiras que os talentos são aflorados) e do não julgamento por serem diferentes.

Elas não aguentam o peso do mundo.

Elas não tem o coro grosso para derrubar a mata, isso é papel nosso que viemos com a força motriz necessária para abrirmos o caminho por onde eles têm que passar.

Não estou dizendo aqui que devemos dispensar cuidados médicos, edução e a imposição de limites.

Mas sim, que nossas crianças não são as mesmas de vinte anos atrás!

É hora de peneirar as informações, os diagnósticos e a educação que elas vêm recebendo.

É hora de se ajustar emocionalmente para que possamos dar o suporte necessário ao invés de trazer confusão para a vida desse pequenos iluminados.

As novas crianças não precisam mais de bens matérias, de computadores e jogos o dia inteiro, elas precisam de presença, da natureza, de direcionamento e de relacionamento respeitosos para que futuramente assim possam proceder.

Os novos político, educadores, artistas e facilitadores estão aí tentando trazer suas “brincadeiras” ao mundo, cabe nós “adultos” darmos o suporte necessário para isso.


Orientadora e influenciadora holística da Casa Instante e do Centro de Resgate do Ser – A Casinha e idealizadora da página @mulheres_xamanicas