Prática de levar grupos para cirurgias em outros países é ilegal
O caso Dr. Bumbum, no Rio de Janeiro, reacendeu uma velha discussão sobre os procedimentos médicos estéticos. E trouxe à luz, mais uma vez, que brasileiras continuam buscando melhorar sua condição estética fora do Brasil, especialmente em países vizinhos como Colômbia e Bolívia. Em boa parte das vezes, essas mulheres vivem nos Estados próximos à fronteira – os pacientes que chegam à Bolívia vêm, em sua maioria, de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Acre e Rondônia, enquanto no caso da Colômbia, de Roraima ou do Amazonas.
Em entrevista à BBC News, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) disse que a prática de levar grupos de brasileiros para fazer cirurgias plásticas em outros países é ilegal. “Eles aliciam as pessoas. Trata-se quase de um trá fico de pacientes. Há um interesse exclusivamente mercantil. Fazem do paciente objeto de mercancia”, afirmou Denis Calazans, secretário-geral da entidade.
Em 2017, o portal Olhar Direto, de Cuiabá, apurou que uma cirurgia de implante de silicone e lipoaspiração custava em média R$ 5 mil. Já em Cuiabá, somente o implante de uma prótese de silicone não saia por menos de R$ 12 mil. “Atraídas pelos preços baixos, muitas mulheres vão juntas até a Bolívia. Existem também agenciadoras que atraem pelo Facebook pacientes que buscam melhorar a autoestima”, relatou o Olhar Direto. No Facebook é possível encontrar informações sobre esses procedimentos na Bolívia e em outros países vizinhos. Ainda segundo o Olhar Direto, no Brasil uma consulta com um cirurgião custava, no ano passado, em média R$ 300, enquanto nas clínicas de Santa Cruz de La Sierra, tudo é feito via Whastapp. Outra ‘modernidade’ adotada pelas clínicas é o ‘pacotão’ de cirurgias. Pagando por duas cirurgias, a paciente ganhava uma terceira de brinde.


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