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segunda-feira, 22 de junho de 2026
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Oficina aborda a arte da palhaçaria para artistas locais

Oficina aborda a arte da palhaçaria para artistas locais

O artista acreano Rogério Barcellos vive no mundo colorido da palhaçaria desde menino. Aos cinco anos, começou a interpretar o Microbinho para se apresentar ao lado do pai, o palhaço Rufino, velho conhecido dos rio-branquenses. Hoje com 25 anos, o ator ainda encarna o personagem, que cresceu com o artista. Nesta semana, entre segunda-feira, 18, e quarta, 19, durante a “Oficina de Palhaçaria: O Corpo Cômico e Jogos de Dupla e Trio”, ele e outras 24 pessoas puderam aprender mais sobre essa arte com as experientes Juliana Balsalobre e Marina Quinan, da dupla de palhaças Las Cabaças, de São Paulo.

A oficina foi gratuita e aconteceu no Sesc Centro, em Rio Branco. Durante cerca de nove horas, os participantes tiveram contato com a essência, as estruturas e as técnicas da palhaçaria. Tudo isso por meio de dinâmicas em grupo e improvisos que despertam aspectos fundamentais dessa arte, como os movimentos e os sons do corpo, por exemplo.

“É muito importante esse tipo de atividade que possibilita conhecer o trabalho e o pensamento de artistas da mesma área e que vivem em outros lugares do Brasil. Essa troca de ideias e de informações é bacana para que cada um de nós possamos evoluir e crescer com o nosso próprio fazer artístico”, disse Barcellos, o palhaço Microbinho.

A atividade começou com alongamentos para preparar o corpo, sempre comparado a uma árvore cheia de galhos. Foram aplicadas dinâmicas de movimento livre para os artistas desprenderem as “raízes” do chão e deixarem seus “galhos” balançarem ao vento.

Juliana, uma das oficineiras, explica que o corpo é o principal instrumento do palhaço e que é a partir dele que o artista vai fazer sua graça, como as claques, os tropeços, as quedas, entre outras ações. “Essas referências a árvores são metáforas que representam nossas próprias raízes, galhos e folhas que usaremos em favor da comicidade. O corpo é muito único e individual. A gente trabalha a palhaçaria de dentro pra fora e o primeiro passo é olhar pro corpo, soltar as amarras, os medos e as vergonhas. É brincar com o corpo”.

Depois, os alunos participaram de brincadeiras em grupos grandes. Uma delas foi uma espécie de telefone sem fio de movimentos e sons, em que os artistas, posicionados ao lado uns dos outros, precisavam imitar a ação vizinha a partir do barulho e do olhar periférico.

Jogos de dupla e trio

Com o passar das horas, os grupos ficaram menores até chegarem ao formato dupla ou trio. Dinâmicas incentivavam improvisos focados em ações e reações rápidas, várias delas arrancando gargalhadas dos presentes. Ao final, os grupos apresentaram esquetes cômicas que passaram por avaliação. Também foram dadas dicas de figurino, maquiagem, combinação de cores, entre outras. Todos os participantes receberam certificado.