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sexta-feira, 26 de junho de 2026
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Que lado você assume?????

Que lado você assume?????

Passei a vida toda escolhendo lados!

Era em casa, entre meu pai e minha mãe.

Era na infância, entre duas colegas que não se davam bem.

Era na juventude, quando tinha que escolher que “tribo” eu seguiria.

Nos empregos, em que eu tinha que aderir às ordens, meio descabidas, dos meus chefes.

No casamento, onde eu tinha que seguir o meu ex-marido para não me tornar uma má esposa.

E assim por diante…

Eu sempre tinha que escolher.

Estava sempre numa encruzilhada, com a faca no pescoço.

E com isso, eu sempre era levada pela energia alheia e tudo que eu fazia era para corresponder “às parcerias” que eu havia feito.

Com o tempo eu fui percebendo que escolher um “lado” era aderir a uma energia que não era a minha, era dividir e não somar, era fortalecer a teoria do certo e do errado.

Isso pode não ser uma regra, mas na maioria dos casos, quando tomamos partido de um “lado”, compramos situações que não são nossas ou que não nos cabem.

Somos levados!

Quando percebi essa “manipulação energética”, tomei consciência de que eu sempre vivia envolvida pela energia do outro.

Nunca era eu, sempre o outro.

Nuca era a minha energia, sempre a do outro.

E no meu caso, o que vinha “contra” eu já levava para o lado pessoal e dava início há vários julgamentos, para não dizer uma guerra!

O ego ficava bem inflamado!

Porque o que tinha que funcionar era o meu “lado” e não o do outro.

A minha escolha era a certa, e não a do outro.

Era uma verdadeira loucura, sem falar que o desgaste energético era grande.

Quando você compra a energia do outro, nada faz sentido. Você se movimenta no automático e vive pelo orgulho de não poder voltar mais atrás.

Às vezes eu queria muito me relacionar com determinadas pessoas, mas como eu tinham comprado a ideia de alguém que a desagradava, a amizade não rolava.

Porém, o que eu não sabia era que o único lado, se assim posso dizer, que eu deveria levar em consideração era o meu, mesmo que ele viesse a desagradar muita gente.

Tive que caminhar muito para ter esse entendimento, ou melhor, para alcançar essa condição.

Não foi fácil, porque ter opinião própria desagrada muita gente, sobretudo numa sociedade onde você tem que assumir “lados” e posturas que, na sua grande maioria, são impostas.

Para que eu pudesse me posicionar, tive que primeiro me aceitar e buscar a segurança dentro de mim, para então olhar para os “lados” que se apresentavam e extrair deles a minha verdade, se é que ela estava lá!

Não há certo e errado, há o que se é.

Já me meti em tanta confusão por aderir a um “lado” e também me perdi por conta disso. Por que, no geral, quem adere à um “lado” perde o poder de opinar.

E quando olhamos a vida pelos nossos olhos não há mais “lados”, tudo não passa de simples fatos da vida.

E isso é muito bom de ser sentido, porque quando incorporamos essa condição, começamos a ser respeitados seja lá qual for o nosso posicionamento ou comportamento.

Daí quando passamos a olhar os fatos através das lentes da nossa verdade (da segurança daquilo que somos), duas coisas maravilhosas acontecem: paramos de julgar e passamos a chegar perto do verdadeiro equilíbrio.

Há escolhas e escolhas, mas aqui me refiro àquelas que te tiram completamente o poder de se expressar.

E quando o desequilíbrio é que está no controle, usamos os “lados” de muletas para que não venhamos a nos posicionar.

Mas, quando sabemos de nós, não precisamos convencer ninguém da nossa opinião, dos nossos conceitos, porque nós mesmos já os aceitamos e somos seguros deles, e isso basta.

Todos os fatos e situações que surgirem a partir disso só somarão ou passarão como brisas leves!

Hoje tenho gratidão pela caminhada, pelos tropeços e pelo entendimento que tenho da vida, pois isso me permite ver além dos “lados”, além de tudo que me foi imposto, fazendo-me compreender que as margens da estrada serviram para balizar o meu caminho e não para dizer do meu caminhar!

Gratidão à vida!


Orientadora e influenciadora holística da Casa Instante e do Centro de Resgate do Ser – A Casinha e idealizadora da página @mulheres_xamanicas