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segunda-feira, 15 de junho de 2026
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Presidente do PDT no Acre diz não há nada definido quanto a saída da Frente Popular

Presidente do PDT no Acre diz não há nada definido quanto a saída da Frente Popular

Após anúncio de que o Partido Democrático Trabalhista (PDT) poderia deixar a Frente Popular e apoiar o candidato da oposição Gladson Cameli (PP) o presidente da regional no Acre, Luiz Tchê disse em entrevista ao OPINIÃO ontem (13), que ainda não tem nada definido sobre os rumos da sigla para eleição 2018 no Acre.

“É uma coisa que ainda não tem nada definido, precisamos seguir a orientação para saber de que forma vamos fazer isso, devo conversar com o presidente mais tarde para saber se ele tem um encaminhamento sobre isso” disse.

A polêmica surgiu porque o partido tem um nome para concorrer à presidência da República, o ex-governador do Ceará Ciro Gomes, e tem buscado alianças com os partidos que não tem candidatura própria como o Partido Progressista (PP) que no Acre é oposição à Frente Popular. O PDT tem como pré-candidato a vice governador o ex-secretário de segurança pública Emylson Farias (PTD) na chama de Marcus Alexandre (PT). Se caso a sigla no Acre siga a orientação nacional, Emylson não poderá ser o vice.

“Em hipótese nenhuma o PDT abre mão de ter sua própria candidatura à presidência da República. Com isso o PDT vem discutindo com quem não tem candidatura, o PSDB não tem, o PP, o DEM e outros partidos que ele vem dialogando” destaca.

Tchê acrescentou que “ficaria muito difícil para a executiva regional do partido em uma futura composição, o PP estando em uma aliança com o Ciro Gomes a gente ficaria sem palanque aqui. Coloquei a preocupação que o PDT tem nesse sentido”.

Ainda sobre o assunto o presidente do PDT no Acre disse que não há possibilidade da regional não seguir a orientação nacional. “Não existe possibilidade de não acompanharmos a orientação nacional. Sou muito leal ao partido, vamos colocar a situação política do estado e ouvir o que ele (presidente nacional) vai dizer, vamos seguir orientação nacional”.

Segundo Tchê, caso o presidente nacional do PDT Carlos Lupi dê carta branca para a região decidir os rumos na sigla no Acre, a executiva reunirá os integrantes para tomar a decisão. “Nós vamos reunir o partido e ver o que é melhor para nós, de que forma a gente pode ganhar nesse jogo” disse.

Quando perguntado como ficaria a situação do PDT no Acre, caso haja o rompimento com a Frente Popular, o presidente respondeu que ainda não estão trabalhando com essa hipótese. “No primeiro momento está descartada essa possibilidade. Para nós seria uma mudança muito radical” disse.