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​​​Reajuste no combustível deve gerar uma reação em cadeia e reflete na economia

O aumento foi anunciado na última quinta-feira, 20, quando o Governo Federal assinou aumento na alíquota do PIS/Cofins incidente no preço dos combustíveis, que, agora, passará a ter um preço R$ 0,41 mais elevado/Foto: Juan Diaz O aumento foi anunciado na última quinta-feira, 20, quando o Governo Federal assinou aumento na alíquota do PIS/Cofins incidente no preço dos combustíveis, que, agora, passará a ter um preço R$ 0,41 mais elevado/Foto: Juan Diaz

O aumento no preço dos combustíveis anunciado pelo Governo Federal e ocorrido no último final de semana fez com que o valor do produto disparasse nas bombas dos postos na capital acreana e no interior. Em Rio Branco, o aumento repassado ao consumidor foi de cerca de R$ 0,50 atingido o valor de R$ 4,27 em alguns postos.

Mas o valor mais alto da gasolina foi registrado na região do Vale do Juruá, onde o combustível na bomba pode chegar a quase R$ 6,00, como é o caso da cidade de Marechal Thaumaturgo, de acordo com levantamento realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O aumento foi anunciado na última quinta-feira, 20, quando o Governo Federal assinou aumento na alíquota do PIS/Cofins incidente no preço dos combustíveis, que, agora, passará a ter um preço R$ 0,41 mais elevado. Caso os postos repassem o imposto integralmente, um brasileiro que for encher, por exemplo, o tanque de gasolina de um carro de 40 litros, terá que desembolsar 16,40 reais a mais do que está acostumado.

Por conta disso a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio/AC), fez um alerta para uma possível reação em cadeia, já que o combustível é considerado insumo na maior parte das atividades econômicas do Estado, como por exemplo o serviço de delivery disponibilizado por um grande número de empresas.

“Hoje, todas as atividades econômicas, quer sejam de serviços ou de produção de bens, ou até mesmo de lazer, são afetadas. Então, é uma repercussão geral”, explicou, alertando ainda que a medida pode ter efeito negativo na geração de emprego no Estado e no País.

“Enquanto o nível de emprego não voltar a crescer e reduzir essa massa de desempregados, a economia continua lenta como está. O preço de combustível no Acre chega até seis reais e isso é realmente um absurdo. A nossa torcida é para que o Governo Federal esteja correto e a nossa economia volte a crescer”, concluiu.

Já o presidente do Sindicato dos Postos do Estado do Acre (Sindepac), Delano Lima e Silva, os empresários do ramo já vêm sofrendo, desde 2016. “O governo está tentando tapar os buracos da economia. A saída sempre recai no bolso do consumidor já que esses reajustes têm uma cadeia de distribuição”.

Ele lembra que o combustível é um produto que mais incide em cargas tributárias. “E nós, revendedores, vemos isso de forma muito veemente, já que afeta muito aos nossos negócios”, explicou.

 

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