960x100 basa novo

Senador Jorge Viana condena corte orçamentário direcionado ao meio ambiente

Senador alerta para riscos na fiscalização ambiental por conta dos cortes na proposta orçamentária do governo para 2018 Senador alerta para riscos na fiscalização ambiental por conta dos cortes na proposta orçamentária do governo para 2018

O senador Jorge Viana (PT-AC) criticou o governo Michel Temer pelos cortes orçamentários destinados ao Ministério do Meio Ambiente em 2018. “Cortar recursos do meio ambiente, que são diretamente vinculados ao combate ao desmatamento e a implementação do Acordo do Clima, vai sair caro”, lamentou. Viana citou estudo da ONG WWF e do Contas Abertas para mostrar um corte de R$ 500 milhões no orçamento. Mais de 50% da redução dos recursos atingem as áreas de controle e fiscalização ambiental. As críticas foram feitas durante audiência pública da Comissão Mista sobre Mudanças Climáticas do Congresso Nacional

Viana se disse preocupado com a repercussão internacional das medidas durante a realização da 23ª Conferência de Clima da ONU, que começa em Bonn, na Alemanha, entre 6 e 17 de novembro. “O que acontece ou deixa de acontecer no Ministério do Meio Ambiente tem uma repercussão interna muito grande, mas também tem uma repercussão muito forte fora do Brasil”, lembrou.

Para o parlamentar, os cortes atrapalharão o cumprimento da meta brasileira de reduzir em 37% das emissões de gases de efeito estufa até 2025, com indicativo de cortar 43% até 2030. Presidente da Comissão Mista sobre Mudanças Climáticas do Congresso, Viana disse ainda que a redução orçamentária também terá impactos no combate ao desmatamento e na busca de um modelo econômico sustentável.

O chefe do departamento para a Sustentabilidade Ambiental do Ministério das Relações Exteriores, Reinaldo José de Almeida Salgado, disse durante audiência pública realizada nesta terça-feira, 24 de outubro, que o objetivo da COP 23 é discutir os processos de regulamentação do Acordo de Paris. As negociações desta etapa devem se concluir até 2018 e, por isso, é preciso sair da conferencia com texto de trabalho estabelecido.

O Acordo de Paris foi assinado em 2015 e estabelece o compromisso, assinado por 165 nações, para manter o aumento da temperatura média global abaixo dos 2 °C e buscar esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5 °C. O secretário de Mudanças do Clima e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Everton Frask Lucero, disse na audiência pública que a temperatura atual já está 1°C acima do normal. “Resta pouca margem. As ações precisam ser ambiciosas e efetivas, se nós quisermos cumprir o Acordo de Paris. Dificilmente haverá condições de atingirmos o objetivo de 1,5°C”, disse. (Assessoria)

 

Deixe um comentário

Certifique-se de preencher os campos indicados com (*). Não é permitido código HTML.

voltar ao topo