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Câmara: Manifestantes são impedidos de entrar com pizzas

Câmara: Manifestantes são impedidos de entrar com pizzas

A manhã de quarta-feira, 12 foi bastante movimentada na Câmara Municipal de Rio Branco por conta do manifesto realizado contra o resultado final do relatório da CPI dos Transportes, que investigava possíveis irregularidades no setor. Manifestantes ligados ao Movimento Brasil Livre e Vem pra Rua foram impedidos de entrar com pizzas no prédio do parlamento mirim.

O ato ocorreu após a aprovação do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do transporte público e que foi lido na sessão de quarta-feira.

A CPI foi criada para investigar possíveis irregularidades nos contratos das empresas de transporte público de Rio Branco. O relatório votado na comissão foi aprovado por três votos a dois. Porém, a conclusão não convenceu o vereador Roberto Duarte (PMDB-AC), que propôs a investigação.

Líder do Movimento Vem Pra Rua no Acre, Renê Fontes, afirmou que a manifestação foi a maneira de demonstrar toda a insatisfação dos movimentos sociais com a conclusão do relatório, o que segundo ele “não condiz com a realidade e não mostra as irregularidades nos contratos existentes nas exploração do serviço na capital.

“O doutor Jakson Ramos apresentou um relatório falando que a prefeitura não comentou ilícito nenhum, o que é notoriamente mentira. Os donos das empresas vieram aqui e falaram que não têm certidão negativa, estadual, federal e ainda assim a prefeitura assinou contrato com essas empresas, isso é um princípio de improbidade administrativa. Fizeram um contrato de gaveta com o serviço público, não podemos admitir isso”, declarou.

A confusão chegou até o plenário da Casa. O presidente da CPI, vereador Railson Correia (PTN) afirmou, em discurso, que a oposição, referindo-se ao vereador Roberto Duarte (PMDB), idealizador e membro da comissão, “está querendo aparecer”.

O vereador Jackson Ramos disse que respeita o manifesto, mas que discorda de alguns pontos abordados. Ele garantiu que a conclusão do relatório foi com base nas testemunhas ouvidas e nas oitivas feitas durante a investigação. O parlamentar ressaltou ainda que o documento final da CPI vai ser enviado para o Ministério Público do Acre (MP-AC).

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