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Produtor rural acusa Pelotão Florestal da PM de truculência no interior

Produtor rural acusa Pelotão Florestal da PM de truculência no interior

Um produtor rural de Porto Acre protocolou denúncia no Controle Externo da Atividade Policial, do Ministério Público do Estado do Acre, o MPAC, contra homens do Pelotão Florestal, da Polícia Militar do Estado do Acre. A corporação é acusada de torturar o agropecuarista Jaci Luiz Gubert e outras quatro pessoas, durante uma operação do Ibama, ocorrida na última quinzena de agosto. 

“Nos atacaram como se fôssemos bandidos, quando trabalhávamos abrindo um ramal dentro de nossa propriedade. Fui golpeado com um facão virado, por várias vezes nas costas, e ainda levei um golpe na cabeça, que não sei se foi com a coronha de uma pistola, ou se com o cabo do terçado”, relatou Gubert à reportagem do OPINIÃO, ao procurar o escritório de advocacia Roberto Almeida e Advogados Associados.

Paralelo à denúncia protocolada no MPAC, uma ação de indenização por danos morais será remetida à justiça. A operação do Ibama, que teve o suporte dos policiais militares do Pelotão Florestal, aconteceu por 18 dias, em quatro municípios do estado.

Conforme Renato Lopes da Cruz, um dos três advogados constituídos pelas vítimas, houve abuso de autoridade por partes dos policiais militares e isso será levado à justiça.

“Os agentes públicos estavam ali para atuar em conformidade com a lei. Eles não poderiam ter agido com truculência e o estado deve arcar agora com as consequências, sobretudo, porque nosso cliente não estava fazendo desmates ilegais, que ao que me parece era o objetivo da operação”, ressalta Cruz.

O mesmo entendimento é do advogado Roberto Barreto de Almeida. “O produtor foi ferido no seu direito mais trivial, o da sua integridade física e o que é pior, por pessoas que representam uma instituição estatal. Isso não pode acontecer e ficar impune”, pontua Almeida.

A vítima fez exames de corpo delito no Instituto Médico-Legal de Rio Branco, que comprovou os ferimentos. Procurada pela reportagem, a Assessoria de Comunicação da Polícia Militar não foi encontrada para se pronunciar sobre o assunto.

 

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