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“Como se fosse uma despedida”, disse a irmã do Policial Militar morto em acidente

“Como se fosse uma despedida”, disse a irmã do Policial Militar morto em acidente

O velório do cabo da PM Alelceny Costa da Silva, vítima do acidente ocorrido na manhã da última terça-feira, 11, na Via verde, em Rio Branco, aconteceu na capela São João Batista, na manhã da quarta-feira, 12. e foi 

Após as homenagens, o cortejo, marcado por comoção por parte dos familiares e amigos, seguiu para o município de Sena Madureira, cidade natal do policial e onde foi enterrado.

O PM, que tinha 31 anos e servia a corporação há oito anos, era noivo de uma policial militar, que não teve o nome revelado, e não tinha filhos.

Silva sofreu fraturas múltiplas, teve traumatismo craniano e não resistiu à gravidade dos ferimentos falecendo na noite de terça-feira, 11, no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (HUERB).

De acordo com cabo PM e presidente da Associação das Praças da Polícia Militar (APRAPMAC), Igor Oliveira, as primeiras informações são que a viatura, conduzida por Alelceny, ia prestar apoio a uma ocorrência quando capotou.

“Havia uma moto que, para desviar um buraco, foi para a mesma via que a viatura. O policial para não bater no motociclista desviou, bateu no buraco, perdeu o controle e acabou capotando o veículo”, disse Oliveira.

Ainda de acordo com o presidente as condições da via são ruins e que estão aguardando pelo resultado da perícia e analisar a real causa do acidente.

Emocionada a irmã caçula de Alelceny, Deuziane Costa da Silva, 29 anos, disse que ele sempre estudou e batalhou para conseguir um bom emprego para ajudar seus pais. E que, para ela, será como se ele estivesse trabalhando e qualquer dia visitaria a família, como sempre fazia.

“Ele era atencioso com toda a família, uma pessoa maravilhosa, ainda não caiu à ficha. Estamos todos abalados. Esses dias ele passou uma semana em Sena, tipo como se fosse uma despedida, levou presentes, passou o dia brincando com os sobrinhos”, relembrou.

Solidariedade

Após o acidente envolvendo o cabo, foi realizado um apelo nas redes sociais pedindo doação de sangue para salvar a vida do PM. Aproximadamente, 10 horas depois o Hemoacre havia coletado mais de 150 bolsas de sangue, onde em um dia comum coleta-se, em média, 30 por dia.

Infelizmente o PM faleceu, mas a solidariedade de quem se propôs a ajudá-lo deixou o estoque do sangue tipo O+, que estava baixo, numa quantidade razoável para atender os pacientes que venham a precisar.

 

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