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Rio Branco vive nova onda de violência e deixa população aterrorizada com ataques

Rio Branco vive nova onda de violência e deixa população aterrorizada com ataques

A aparente calmaria que parecia tomar de conta da capital acreana, Rio Branco, foi quebrada nos últimos dias com uma nova de execuções. Ao todo, até as primeiras horas da manhã de quinta-feira, 6 de julho, 14 mortes violentas já haviam sido registradas somando-se à cinco tentativas de homicídios, uma invasão a um ônibus com ameaças aos passageiros e uma explosão a caixas eletrônicos.

A última morte registrada na quinta-feira, 6, até o fechamento desta edição foi a de Luiz Henrique Melo de Lima, morto com vários disparos de pistola por volta das 6h20 da manhã, quando saia da Unidade Prisional 04 (UP-04), também conhecida como Papudinha, onde presos do regime semi aberto passam a noite.

As circunstâncias do crime, que teve caracteristicas de execução, ainda não foram divulgadas pelas autoridades policiais, mas acredita-se que o crime tenha realação com a guerra entre facções instaladas no Acre na disputa de território para o comando do tráfico de drogas.

Segundo informações, a vítima caminhava rumo a um ponto de ônibusa na companhia de mais dois detentos quando foram abordados por quatro acusados que estavam em um taxi. O bando efetuou vários disparos contra o trio. Luiz Henrique, atingido por várias vezes não resistiu a gravidade dos ferimentos e morreu no local, a outra vítima, que não teve o nome divulgado, foi atendido pela unidade avançada do Samu e encaminhada ao Pronto Socorro do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), em estado grave. O terceiro detento atacado pelo bando conseguiu fugir sem ferimentos.

No momento da execução, dezenas de presidiários que cumprem pena na Papudinha presenciaram o crime. Houve correria e muitos retornaram para dentro da unidade. Após a perícia no local o corpo de Luiz Henrique foi removido para o IML.

Prisão em flagrante

Logo após o crime, o bando criminoso seguiu em fuga pela Via Verde, trecho da BR-364, até o residencial Cabreúva, sendo perseguido por uma guarnição da Polícia Militar. Ao chegar ao bairro Cabreúva, houve uma troca de tiros entre os policiais e os ocupantes do táxi, dos quais três foram presos. Um deles foi alvejado e levado para o PS do Huerb onde encontra-se estável.

Em poder do trio, que afirmaram fazer parte de uma facção criminosa, foram apreendidos um fuzil calibre .30 com 20 munições e um revólver calibre 38 com cinco munições deflagradas, além do veículo utilizado e dois celulares.

Invasão a coletivo

Passageiros de um ônibus que faz a linha da Ufac viveram momentos de terror na manhã desta segunda-feira, 6, quando detentos do regime semiaberto que saiam da Papudinha adentraram o coletivo gritando para o motorista não parar mais em nenhum ponto. Os suspeitos gritavam ainda que se o motorista desobedecesse as ordens ele iriam matar quem entrasse no ônibus.

“Eram mais de 30 homens que já entraram gritando no ônibus, aprecia arrastão. Quando entraram já foram logo gritando para o motorista não parar em mais nenhuma parada, pois se entrasse alguém ele iriam matar. A principio achamos que era uma brincadeira de mal gosto, mas no ponto seguinte o motorista parou e quando outros homens foram entrar ele reconheceram como membros de facção rival e começaram a se agredir, foi um pânico geral. Esse tipo de coisa é corriqueira no horário em que os presos saem da Papudinha”, revelou uma das passageiras que pediu para não ser identificada.

Denúncias de invasões, badernas e até mesmo brigas de membros de facções rivais dentro de ônibus que fazem as linhas próximas a papudinha são frequentes, principalmente as que passam em frente ao Colégio Estadual Armando Nogueira (Cean), levando perigo para alunos e funcionários do grupo escolar.

A assessoria da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (RBTrans) confirmou o ocorrido desta quinta-feira. De acordo com a RBTrans, foi verificado que nenhum passageiro ou motorista foi assaltado, mas que essa questão de segurança pública precisa do apoio da população com denuncias e das forças de segurança pública para dar procedimentos às denúncias).

“Caso algum dos envolvidos seja identificado, ele perderá automaticamente o benefício do semiaberto, tendo que retornar ao cumprimento da pena em tempo integral na unidade penitenciária. Sabemos que existe medo da população em denunciar, mas as forças policiais precisam que as testemunhas se dirijam às delegacias e reportem os ocorridos para dar início às investigações e tentar resolver a situação”, explicou a assessoria da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

Última modificação emSexta, 07 Julho 2017 13:26

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