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Acontece hoje julgamento do ex-subtenente acusado de matar sargento dentro do Comando Geral da PM

Acontece hoje julgamento do ex-subtenente acusado de matar sargento dentro do Comando Geral da PM

Está sendo aguardado com grande expectativa o julgamento de José Adelmo dos Santos Alves, 49, subtenente expulso da Polícia Militar do Acre (PMAC) acusado de matar com um tiro nas costas o colega de farda, sargento Paulo Andrade. Réu, que será julgado por homicídio qualificado perante o Conselho Permanente de Justiça, será submetido a julgamento hoje, segunda-feira, 19, na 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar de Rio Branco.

Adelmo dos Santos, que na época dos fatos era subtenente, executou Paulo Andrade com um tiro nas costas dentro do Comando Geral após uma discussão motivada pelo atrasado no serviço por parte do acusado. O crime ocorreu no dia 24 de novembro do ano passado.

A expulsão de Adelmo dos Santos da corporação aconteceu cinco meses após a ocorrência do crime, conforme a portaria publicada no Diário Oficial do Estado (DOE). Ele, que estava na reserva, havia sido convocado para o corpo de policiais voluntários e estava lotado no 1º Batalhão da Polícia Militar.

Por tratar-se de uma ação penal militar, Adelmo dos Santos será julgado por homicídio qualificado perante o Conselho Permanente de Justiça. O caso faz parte do Processo nº 0013877-44.2016.8.01.0001. O julgamento será presidido pelo juiz de Direito Alesson Braz, titular da unidade judiciária.

Relembre o caso

O segundo sargento da Polícia Militar do Acre, Paulo Andrade, 44 anos, foi morto com um tiro de pistola ponto 40 nas costas, disparado pelo subtenente da PM, José Adelmo Alves dos Santos, de 49, na noite de quinta-feira, 24 de novembro de 2016, dentro do Comando Geral da corporação.

No velório do militar, a irmã de Paulo, Eliete Andrade, afirmou que faltavam 5 anos para o sargento se aposentar e ele entraria de férias na segunda-feira seguinte, dia 28 de novembro. Andrade tinha um filho de 23 anos.

Em nota publicada ainda na quinta-feira, horas após o crime, a PMAC informou que o subtenente trabalhou durante aproximadamente 30 anos na polícia e há quatro estava na reserva. Ele havia sido convocado há quatro meses para reforçar a segurança na capital após a onda de ataques que ocorreu no segundo semestre de 2016 em cidades do estado.

O comandante da Polícia Militar do Acre (PMAC), coronel Júlio César, informou, durante o velório do sargento, que Santos era usuário de drogas e que teria um laudo de recuperação.

“A gente sabia que ele tinha se recuperado do uso da droga, a gente tinha esse laudo. Tínhamos essa ideia e estávamos fazendo o acompanhamento, mas, infelizmente, aconteceu esse fato e não tiramos a nossa responsabilidade”, disse o comandante da PM a época.

O subtenente foi preso em flagrante e levado para o Batalhão de Operações Especiais (Bope).

Consta nos autos que o crime ocorreu após uma pequena discussão dentro das dependências do Comando Geral da Polícia Militar, no dia 24 de novembro de 2016.

A vítima, sargento Paulo Andrade que tinha mais de 20 anos no exercício militar, ao chegar ao local de serviço teria questionado a cerca do atraso do então subtenente Adelmo que, de forma exaltada, teria o desrespeitado. Com isso, o sargento o respondeu que lhe daria voz de prisão caso ele não assumisse o serviço. Não aceitando a ordem, o acusado o atingiu com um tiro nas costas.

Após ser convocado da reserva militar, Adelmo dos Santos fazia segurança na Organização das Centrais de Atendimento (OCA), na área central de Rio Branco.

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