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Presidentes de federações se reúnem para harmonizar ações conjuntas

Presidentes de federações se reúnem para harmonizar ações conjuntas

Líderes empresariais acreanos se reuniram na última quinta-feira, 2 de março, na Federação da Agricultura do Estado do Acre (Faeac), para tratar dos principais gargalos que impedem o crescimento no setor. Esta ação faz parte de um planejamento dos empresários, que buscam encontrar alternativas para os problemas enfrentados pelos empresários locais.

Participaram da reunião, os presidente da Faeac, Assuero Veronez; da Federação da Indústria, José Adriano Ribeiro; da Federação do Comércio, Leandro Domingos; da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, George Pinheiro; da Acisa, Celestino Bento de Oliveira; e os empresários Rubenir Guerra e Ernani Negreiros.

Dentre os assuntos da reunião, destacam-se as dificuldades enfrentadas por toda a classe empresarial brasileira e que são consideradas como “prioridade zero”, como, por exemplo, as reformas trabalhista, tributária e previdenciária.

Na visão do presidente da FIEAC, o Brasil precisa urgentemente encaminhar a recuperação de sua indústria. “É necessários formarmos uma base industrial forte, para que se possa desenvolver outros setores. Para isso, é necessário corrigir as distorções que se formaram ao longo de décadas.O empreendedorismo, a criatividade e a ousadia inovadora, típicas dos brasileiros, se encarregarão do resto”, comentou José Adriano.

Os brasileiros convivem com um sistema de arrecadação de impostos complexo e ineficiente, que aumenta os custos, eleva a carga tributária, gera insegurança e prejudica o crescimento da economia. No Brasil, onde há mais de 60 tributos federais, estaduais e municipais, uma empresa gasta, em média, 2.600 horas para pagar os impostos, mostra o estudo Doing Business, do Banco Mundial. Isso é muito mais do que a média de 503 horas registrada nos demais países da América Latina e do Caribe.

Conforme a Receita Federal, a carga tributária no país – a soma de todos os impostos, contribuições e taxas pagas pelos cidadãos e empresas em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) - está entre as mais altas do mundo. Em 2013, era equivalente a quase 36% do PIB, acima da média de 34,1% do PIB registrada nos países mais ricos do mundo, que formam a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), e muito mais alta que a dos países emergentes. 

Por tudo isso, os empresários acreanos defendem a reforma tributária e acreditam que o Brasil não pode esperar por uma reforma ampla para corrigir algumas distorções no sistema tributário. “O tempo político da reforma é diferente do tempo do mundo competitivo”, argumenta o presidente da FIEAC. “Enquanto uma ampla reforma no sistema tributário não for viabilizada, é necessária a realização gradual de correções, de forma a reduzir os efeitos negativos sobre o crescimento da economia”, pontua o presidente da FIEAC.

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