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Comissão de Serviço Público da Aleac discute privatização da Eletrobras/Acre

Comissão de Serviço Público da Aleac discute privatização da Eletrobras/Acre

Atendendo ao Requerimento nº 101/2017, de autoria do deputado Luiz Gonzaga (PSDB), a Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) realizou na manhã de segunda-feira (11) uma audiência pública para tratar das consequências, nos diversos setores, da privatização da Eletrobras/Acre. De acordo com informações, o governo federal pretende privatizar todo o Sistema Eletrobras.

Presidindo a Comissão de Serviço Público, Trabalho e Municipalismo, o deputado Eber Machado (PSDC) conduziu os trabalhos da audiência. Ele pontuou que a Aleac é solidária à causa e colocou o Parlamento acreano à disposição para, se necessário, ir a Brasília tratar o assunto junto ao Ministério das Minas e Energia. Ele lamentou a ausência da bancada federal do Acre no evento.

“Estamos junto nessa grande luta encampada por vocês. Em nome do presidente Ney queremos colocar a Aleac à disposição de todos os senhores. Contem com o apoio desta casa. Esse é o sentimento do deputado Ney Amorim e de todos os deputados deste Parlamento. Sabemos o quanto o nosso Estado depende dos senhores. Fizemos o convite para toda a bancada federal estar presente aqui, assim como também todos os prefeitos. Queria externar a minha tristeza. A nossa bancada federal deveria estar aqui. Se for preciso criarmos uma comissão para irmos até Brasília nós estaremos com vocês. Fico triste com os nossos deputados federais e os nossos senadores, pois sabendo de um tema tão importante para o Acre e não estão presentes”, completa.

Apenas o deputado federal Moisés Diniz (PCdoB/AC) e o prefeito de Manoel Urbano, Danízio de Sá,se fizeram presentes na audiência pública proposta pela Comissão.

O autor do requerimento, deputado Luiz Gonzaga (PSDB), argumentou que com a privatização o preço da energia certamente será elevado. Ele teme também o fim da expansão das redes realizada atualmente por meio do Programa Luz Para Todos. Ele pontuou que as comunidades mais carentes serão as mais prejudicadas com a venda da estatal.

“Não sabemos como será a partir do momento que a Eletrobras for privatizada. Nenhum estado cresce sem ter energia de qualidade. Como vai ficar a distribuição se a empresa só visa o lucro? Os governadores do Nordeste se manifestaram contra a privatização da Eletrobras. O governo do Amazonas também se posicionou contrário. Como vai ficar o Linhão de Cruzeiro do Sul após a privatização? E os municípios do Vale do Juruá, que hoje têm um subsídio, quem vai pagar essa diferença?”, questiona Luiz Gonzaga.

Ameaça à soberania nacional

O presidente do Sindicato dos Urbanitários, Fernando Barbosa, disse que a venda da Eletrobras é uma ameaça à soberania nacional. Ele explicou que a maioria das empresas que estão comprando as estatais energéticas são estrangeiras, que além de adquirir por preço abaixo do mercado, estão de olho na biodiversidade brasileira.

“As maiores pretendentes são as empresas estatais chinesas, que além do serviço de energia pretendem também ter acesso à biodiversidade existente na região amazônica e na região nordeste. A finalidade da Eletronorte, criada em 1970, é fomentar essa região, dar impulso ao Estado do Acre. A Eletrobras diz a empresa está orçada em R$ 400 bilhões e o governo colocando no mercado por R$ 12 bilhões. O futuro que se aproxima de nós, trabalhadores do setor elétrico, é algo incerto, principalmente para aquelas populações mais pobres”, salienta.(Agência Aleac)

 

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