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“A falta da ponte no rio Madeira é um grande gargalo no transporte de produtos”, diz presidente da Fecomércio/AC

Equipe da Fecomércio/AC integrou comitiva em visita as obras da ponte do Rio Madeira Equipe da Fecomércio/AC integrou comitiva em visita as obras da ponte do Rio Madeira

Com o objetivo de verificar a celeridade das obras da ponte do Rio Madeira, nesta sexta-feira, 10, uma comitiva composta por 28 instituições, dentre elas, a Fecomércio,  realizou uma visita técnica ao local das obras. O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio/AC), Leandro Domingos, disse que a Fecomércio/AC sempre foi parceira nos pleitos para construção da Ponte do Rio Madeira, no trecho do Abunã.

A construção da ponte sobre o rio Madeira é um forte componente de estratégia econômica e geopolítica para a região amazônica e o país, pois consolida a abertura dos mercados asiático e andino para a exportação de produtos. Além disso, é o elo que falta para tirar Rondônia e Acre da condição de fim de linha da geografia brasileira, para situar no coração da logística continental, com excepcionais ganhos na redução de distâncias, economia de frete e competitividade dos preços no mercado internacional.

O presidente explicou, que a Fecomércio/AC, juntamente com outras entidades estão em busca de apoio dos políticos acreanos e rondonienses, para que a obra não pare. Domingos completou dizendo que a construção da ponte beneficiará tanto o Acre quanto Rondônia, tendo em vista que dará ao estado rondoniense a possibilidade de escoamento de produção de agro negócio pela Estrada do Pacífico.

“Nós tivemos a preocupação de reunir esse grupo de empresários para verificar como está o andamento da obra. Sabemos que a falta dessa ponte é um grande gargalo que existe no transporte de mercadorias de produtos para a nossa cidade e para todo estado. Fomos verificar quais são os problemas que estão travando a sua construção e a previsão de conclusão da obra. Essa ponte é muito importante para o crescimento do Acre e nós não podemos perder isso de vista. Temos informações que faltam muitos ajustes financeiros por conta dos acessos que precisam ser alterados. Por isso, precisamos usar de todos os nossos recursos, junto a políticos e também ao Ministro dos Transportes, para que tudo isso seja solucionado e a obra possa cumprir seu cronograma até dezembro de 2018, que é o que foi planejado pela empresa construtora”, enfatizou o presidente.

Emerson Fidel, representante da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia, disse que a ligação é importantíssima, não somente para o estado do Acre, mas para o estado de Rondônia. “Com essa ponte inaugurada poderemos exportar e importar produtos para o Pacifico. O presidente Marcelo Tomé (Fiero), e o presidente da Federação da Indústria do Acre, Adriano Ribeiro, tem feito um trabalho em conjunto para que as obras não parem”, explicou Fidel.

Estradas acreanas

Leandro relembrou que o Acre tem, basicamente, a BR-364, responsável por ligá-lo ao resto do Brasil. Porém, para o presidente, a estrada não teria padrões aceitáveis.

“A nossa BR 364 tem o padrão de um ramal, dada a sua estrutura, fato que a leva a necessitar de uma intervenção constante de reparos. Como isto não ocorre, as estradas, notadamente as federais, estão em situações precárias, o que conduz a um atraso, no desenvolvimento regional e elevação do custo de vida da população acreana”, afirmou, complementando que, não bastasse esta situação, as travessias dos rios e igarapés existentes ao longo das rodovias são precárias. “Propiciando riscos de acidentes tantos aos veículos que ali transitam quanto às pessoas que as utilizam. Citamos como exemplo a travessia do Madeira no Abunã: há anos o Acre luta para conseguir a construção de uma ponte”, refletiu.

A Estrada do Pacífico, segundo Domingos, foi construída com a finalidade de desenvolver o Acre e abrir um canal mais curto de exportação de produtos brasileiros a países asiáticos. Mesmo assim, o presidente considerou que ainda haveria gargalos e, enfático, reiterou que colocariam em risco o transporte e encareceriam os produtos.  “A exemplo da própria travessia do Madeira e a ponte que interliga Epitaciolândia a Brasileia que, embora existente, pode-se dizer que é uma ponte para travessia de pedestres e não para veículos automotores dada a sua constituição”, enfatizou.

Domingos salientou que estas seriam as principais causas da elevação dos custos de produtos e serviços no Acre. “As entidades empresariais do Acre têm tentado sensibilizar a bancada federal do Acre para se unirem a de Rondônia e resolverem, juntos, os problemas das rodovias da Amazônia, visto que ainda é a modalidade de transporte preponderante”, finalizou.

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