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Tensão: ataques de garimpeiros em região próxima do Acre chama a atenção do Brasil

Tensão: ataques de garimpeiros em região próxima do Acre chama a atenção do Brasil

Há quinze anos o hoje senador Jorge Viana já alertava sobre um iminente desastre na região da Ponta do Abunã, uma terra de ninguém na divisa entre Sul do Acre e Amazonas e Norte de Rondônia, onde se vive um vale-tudo da mineração ilegal, grilagem de terras e crimes ambientais de toda ordem. Na semana que passou, a cidade de Humaitá, no Sul do Amazonas, viveu um novo inferno por conta da retaliação de garimpeiros à destruição de 37 balsas que garimpavam ouro no Rio Madeira. Estimulados por políticos que acreditam na impunidade, garimpeiros e populares incendiaram as sedes e um barco do Ibama, ICMbio e do Instituto de Pesquisado Amazonas (Ipaam) ao mesmo em que aterrorizaram os agentes ambientais e homens da Força Nacional de Segurança. 

De acordo com os relatos do jornalista acreano Altino Machado, primeiro a noticiar os ataques, o servidor do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade relatou como ele e outro colega escaparam com oito servidores do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e dez da Força Nacional da reação violenta de populares e garimpeiros de Humaitá (AM). Desde a quarta-feira, 25, o Ibama e o ICMBio realizavam, em Humaitá, com apoio da Força Nacional, a operação Ouro Fino, contra a atividade de extração ilegal de ouro no Rio Madeira.

O Ibama e o ICMBio, além de instituições de defesa das instituições ambientais, emitiram nota de repúdio ao ataque. “Normalmente associado a diversos outros crimes como contrabando e sonegação fiscal, o garimpo ilegal financia a grilagem de terras e contribuiu para o aumento da violência no campo. Este cenário exige atuação firme das instituições públicas”, diz nota conjunta do Ibama e ICMbio. “O combate aos ilícitos ambientais no rio e na região da BR230 será mantido”, garantem os órgãos.

Nota conjunta sobre o ataque às estruturas dos dois órgãos em Humaitá- AM

Brasília (28/10/2017) - As unidades do Ibama e do ICMBio no município de Humaitá (AM) foram atacadas e destruídas por criminosos nesta sexta-feira (27/10), em represália a operação de fiscalização realizada para combater o garimpo ilegal de ouro no Rio Madeira.

Essa atividade ilegal é altamente impactante e causa graves danos ao meio ambiente e à saúde humana, além do risco à navegação. Normalmente associado a diversos outros crimes como contrabando e sonegação fiscal, o garimpo ilegal financia a grilagem de terras e contribuiu para o aumento da violência no campo. Este cenário exige atuação firme das instituições públicas.

As estruturas dos órgãos ambientais foram atacadas, e servidores ameaçados. O Ministério do Meio Ambiente acionou imediatamente os Ministérios da Defesa e da Justiça, as Polícias Federal e Rodoviária Federal e a Força Nacional para resguardar a integridade física dos servidores que atuam na região.

Os servidores estão fisicamente bem e já se encontram em local seguro, fora do município de Humaitá.

Os danos materiais serão avaliados assim que a região voltar à normalidade, o que deverá ser garantido pelas forças de segurança pública. A Polícia Federal (PF) já iniciou investigações para identificar os responsáveis pelos atentados, que responderão pelos atos criminosos.

A operação no Rio Madeira (AM e RO) é realizada em conjunto com Exército, Marinha e Força Nacional.

O combate aos ilícitos ambientais no rio e na região da BR230 será mantido.

 

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