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“Meu desejo é que a seja feita justiça e o culpado pague pela ofensa”, diz vítima de injuria racial na internet

“Meu desejo é que a seja feita justiça e o culpado  pague pela ofensa”, diz vítima de injuria racial na internet

A miss Beleza Negra 2016 Ediane Caetano, 21, compareceu na manhã desta quarta-feira (20) à Delegacia de Polícia Civil da 2ª Regional em Rio Branco para prestar depoimento sobre o caso de injuria racial que ela sofreu no dia 11 de setembro, através de um comentário na internet em que um internauta se referiu a ela como cabelo de “bucha”. A estudante registrou um boletim de ocorrência contra o responsável pela publicação.

“Sabemos que o processo na justiça demora um pouco, mas as primeiras providências já foram tomadas, vim até a delegacia para fazermos uma acareação dos fatos, além disso, o meu advogado já entrou com uma ação civil contra ele. Agora eu só espero justiça” diz.

A jovem, que está grávida de oito meses conta que o ocorrido a deixou muito abalada principalmente por ter sido em um momento delicado como a gravidez. “Todo esse processo tá sendo doloroso para mim, e até pelo fato de eu estar grávida, próximo de dar à luz, e tenho que lidar com a intolerância das pessoas, isso me deixou muito abalada” desabafa.

Segundo Ediane, ela espera que o caso sirva para encorajar outras vítimas de preconceito racial a denunciar. “Eu espero que seja feita a justiça, mas que também sirva para que outras pessoas que passarem por esta situação procurem os seus direitos” comenta.

O crime de injuria racial está previsto no artigo 140 do Código Penal Brasileiro, e estabelece pena de reclusão de um a três anos, além de multa, e é considerada uma ofensa à dignidade. 

Para a estudante que afirma ter passado por outro episódio semelhante a este anteriormente, hoje ela se sente mais amparada pela lei para lutar contra casos de como estes, e fala da visibilidade que a internet proporciona no combate ao preconceito.

“Hoje a gente encontra mais respaldo, para falarmos sobre esse assunto, com a internet que é tudo muito rápido, e a gente acaba tento mais voz, para poder falar e correr atrás dos nossos direitos, e pedir que seja garantidos nossos direitos” ressalta Ediane.

Até o fechamento desta edição não conseguimos contato com o responsável pela postagem. O jornal Opinião deixa aberto espaço para dar sua versão dos fatos e esclarecimentos.

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