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FIEAC realiza visita técnica em trechos da BR-364 e apresenta balanço

O presidente da Fieac, José Adriano diz que é preciso intervenção urgente na BR/Juan Diaz O presidente da Fieac, José Adriano diz que é preciso intervenção urgente na BR/Juan Diaz

Com o objetivo de conhecer diversos trechos e apoiar o andamento das ações de sua recuperação, a Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC), junto com outras instituições, realizaram nos dias 7 e 8 de setembro, uma visita técnica pela BR-364.

Segundo o presidente da Federação, José Adriano Ribeiro da Silva, a visita técnica, realizada por uma equipe formada por engenheiros e outros segmentos do transporte, teve a finalidade de levantar todos os questionamentos demandados à instituição em termo de reclamações e se certificar dos serviços que estavam sendo executados.

De acordo com o balanço, foram encontrados vários pontos críticos ao longo da BR e o órgão quer repassar essa preocupação para as autoridades. Segundo os dados, são mais de 50 pontos e os técnicos encontraram também um subdimensionamento de equipe e equipamentos. E as seis frentes de serviço que deveriam estar no trecho não foram encontradas.

“Sem dúvidas a estrada vai fechar, a menos que haja uma união das forças políticas desse estado para se comprometerem e se ajudarem. Isso nos inclui como setor privado e produtivo de fazer as intervenções acontecerem imediatamente. Não podemos ficar aqui botando panos quentes, o investimento que está sendo feito é bem vindo e precisa ser atacado de forma imediata”, frisa Adriano.

Ainda de acordo com o presidente, a proposta é de fazer esse diálogo entre essas forças e pedir para terem consciência para que dentro de uma proposta conjunta, inclusive, com o setor produtivo possam ajudar e garantir a trafegabilidade durante todo o inverno.

Entre os problemas encontrados, Ribeiro destaca que os mais graves são os das cabeceiras das pontes, como a ponte de Tarauacá, por exemplo, que está improvisada à margem direita, por causa de uma erosão ocorrida há mais de dois anos. E esse improviso, que se encontra em um estreitamento de pista, não tem sinalização de segurança nenhuma, e pode, a qualquer momento, causar um acidente.

Apelo

O presidente faz um apelo para o governo e a bancada federal para que consiga, junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura Rodoviária (DNIT) nível de Brasília, subsidiar as equipes com equipamentos para que eles façam um acompanhamento mais ostensivo.

“Sabemos que a equipe daqui é competente, mas são poucos para acompanhar a BR, que não é uma obra simples. São mais de 600 km e quem trabalha na área sabe que tem problemas e é necessário esse enfrentamento”, disse.

Para a presidente do Sindicato das Transportadoras (Setacre), Nazaré Cunha, caso a estrada fique fechada, durante o inverno, irá ocasionar um desabastecimento, naquela região.

“A grave situação é que não temos, hoje, uma balsa, que utilizávamos antes de Porto Velho a Cruzeiro do Sul quando a estrada fechava. Todos os dias caminhões chegam quebrados e isso nos causam despesas absurdas, pois temos que encostar e fazer manutenção geral. Sem falar na demora! Antes, quando a estrada estava boa eram 12 horas para realizar a transportação. Hoje, duram três dias e os custos vão lá pra cima, encarecendo o frete”, finalizou.

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