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Estudo mostra que doenças ocupacionais tem baixa detecção no Estado do Acre

Estudo mostra que doenças ocupacionais tem baixa  detecção no Estado do Acre

A análise da Pesquisa Nacional de Saúde, que entrevistou tanto adultos com carteira assinada quanto trabalhadores com vínculos informais em todo o Brasil, mostra que com incidência de 0,2%, o Acre é o Estado brasileiro com menos relatos de Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (Dort).

A análise, feita pelas professoras do Departamento de Medicina Preventiva e Social da Faculdade de Medicina da UFMG, Ada Ávila, e Mery Natali Silva, da Escola de Enfermagem da UFMG, mostra que a variação desse percentual foi de 0,2% no Acre e 4,2% em Santa Catarina – o maior. Entre as possíveis justificativas para esse diferencial, de acordo com a professora, pode ser a ausência de serviços não especializados para o diagnóstico de doença ocupacional.

Na média, os resultados da pesquisa indicam que 2,5% dos brasileiros relataram já terem sido diagnosticados, por algum médico, com Dort.

“A situação da mão de obra informal dificilmente é conhecida pelas pesquisas tradicionais, que se concentram em grupos ocupacionais ativos, ou seja, encontrados nos estabelecimentos de setores produtivos específicos, por exemplo”, conta a pesquisadora Ada.

Os dados também apontam que a exposição ao ruído no local de trabalho pode aumentar a chance de Dort, além da doença ser acompanhada, em muitos casos, por quadros como artrite e depressão.

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