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O drama do trabalhador que tem que conviver com a violência

O drama do trabalhador que tem que conviver com a violência

“Isso me deixa revoltada, me sinto como se fosse uma bandida tendo que ir trabalhar escoltada pela polícia”. O desabafo de uma auxiliar de serviços gerais de 51 anos, que todos os dias sai de casa às 4h da manhã, caminha cerca de 2km para pegar um ônibus para ir ao trabalho, demonstra bem o drama vivido pela população acreana diante da violência e o clima de insegurança que se instalou no Estado.

A senhora, que pediu para não ser identificada temendo represálias por parte dos marginais, disse estar indgnada com toda a situação vivida por milhares de moradores das perifeirias acreanas.

“Saio de casa ainda está escuro, para não ter que fazer uma viagem em um ônibus lotado, caminho cerca de dois quilometros até a parada final do bairro, isso rogando a Deus para que não apareça um marginal para levar o pouco que temos. Pagamos uma passagem absurda e ainda tem mais aumento ai, sem falar nas condições dos transporte e se não bastasse ainda estamos refém dos bandidos. Sinceramente saio de casa sem ter a certeza de que vou voltar”, desabafou.

Na noite da última terça-feira, 14, ataques a ônibus do sistema de transporte coletivo foram registardos na capital, Rio Branco, sendo que em três deles os veículos ficaram totalmente destruidos.

Os ataques aconteceram nos bairros Recanto dos Buritis. O ataque foi registrado por volta das 20h quando três homens se aproximaram do coletivo e lançaram garrafas com coquetel molotov (bombas incendiárias de fabricação caseira). Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada para que as chamas não atingisse residencias próximas.

No segundo ataque, que aconteceu no bairro Taquari, marginais usaram gasolina para atear fogo no ônibus. O veículo ficou totalmente destruido. O terceiro ataque, e o caso mais grave registrado pela polícia, aconteceu no conjunto Jequitibá, onde além das chamas consumirem o ônibus por completo ainda atingiram uma residência próxima.

A revolta da trabalhadora, moradora da Cidade do Povo, é por conta da sessão de insegurança que assola os bairros da capital.

“A situação está feia, não podemos sair de casa pois corre o risco de quando voltarmos não encontrarmos mais nada dentro. Cedo da noite temos que nos trocar dentro de casa e quando ouvimos algum barulho já ficamos com medo de ser os bandidos querendo invadir nossa residência”, completou a trabalhadora.

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