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Dermatologista alerta sobre o risco de compartilhar material de maquiagem

Dermatologista alerta sobre o risco de compartilhar  material de maquiagem

Um hábito comum e despretensioso como o de usar a maquiagem de alguém emprestada. O que aparentemente é inofensivo pode estar transmitindo micro-organismos causadores de doenças.

Nos últimos meses espalhou-se pelo mundo a notícia de uma australiana que teria ficado paraplégica após usar maquiagem emprestada de uma amiga.

A médica dermatologista, Renata Soalheiro, explica que existe na pele a presença de bactérias e fungos, e dependendo do caso, o material pode ficar contaminado, e é ai que mora o risco.

O relato da australiana é de que ela teria utilizado emprestado um pincel para cobrir uma espinha em seu rosto. “Se você tiver uma porta de entrada, por exemplo, uma área da pele que está desprotegida, um machucado, um ferimento, uma espinha, você pode adquirir a bactéria que estava no material contaminado”, explica Soalheiro.

A estudante Railine Gadelha diz que sempre compartilha os produtos de beleza com as amigas e acha natural. “Não vejo problema, Na verdade depende do produto. Se for um batom não é para qualquer pessoa que empresto. Foram raras as situações que fiz”, afirma.

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A dermatologista Renata Soalheiro alerta que é necessário ficar atento, pois cada pessoa tem uma resistência

A dermatologista diz que é comum as pessoas não pensarem nos riscos. O compartilhamento pode, sim, ser complicado. E esclarece que a pele limpa, sem nenhum tipo de machucado, dificilmente vai adquirir uma doença por este motivo, no entanto, é necessário ficar atento para os riscos.

Além disso, ela afirma que quando o material é compartilhado entre várias pessoas há o risco para pele. “Neste caso, o ideal é que cada pessoa utilize seu material.”
Outro alerta é para quem costuma utilizar produtos em mostruários de lojas de cosméticos, ou material que fica exposto. A atitude recomendável é que o material seja todo descartável e de forma alguma ser compartilhado entre várias pessoas.

Janaína Pimentel é estudante e diz que evita os empréstimos, mas a preocupação não são os riscos à saúde. “Nunca precisei negar, até hoje, e por ser meio ciumenta com as minhas coisas eu não empresto. Mas na verdade esse é o motivo, não pensaria no fator risco à saúde em primeiro lugar.”

As doenças mais frequentes

As micoses que são transmitidas por fungos e infecções bacterianas. Uma bactéria, numa pessoa que não tem uma resistência muito adequada, pode induzir a uma infecção sistêmica severa, uma assepsia grave.

“A resistência individual é o que faz com que a pessoa se proteja de uma infecção. Não é todo mundo que entra em contato com uma bactéria ou fungo que desenvolve a doença”, diz a médica Renata Soalheiro.

Ainda vale ressaltar, segundo a dermatologista, outros itens que oferecem riscos como o metal contaminado, por exemplo. O alicate, a espátula utilizada na manicure e que eventualmente não seja esterilizado adequadamente e pode também ocorrer à contaminação por uma doença mais severa como o caso de hepatite B, hepatite C, ou até mesmo HIV. “Isso pode acontecer e até mesmo as infecções bacterianas”, conclui.

Última modificação emTerça, 25 Abril 2017 15:55

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