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MPAC elabora estudo e pede melhorias no atendimento psicossocial em Rio Branco

Reunião da equipe de governo e o Natera para tratar sobre o assunto Reunião da equipe de governo e o Natera para tratar sobre o assunto

Um diagnóstico feito pelo Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) traz um raio x de um dos serviços mais importantes criado pelo Sistema Único de Saúde para o acolhimento de pessoas com problemas relacionados ao álcool e outras drogas, existente em Rio Branco. O Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas (CAPS ADIII) funciona como porta de entrada para o tratamento de pessoas com transtornos mentais, entre os quais, os que são consequência do uso de drogas.

O CAPS é responsável pelo cuidado do usuário dentro da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e está dividido em modalidades, que variam de acordo com vários critérios, entre os quais, o índice populacional do município em que a unidade é instalada. A capital do Acre, por possuir mais de 200 mil habitantes, conta uma das 82 unidades do CAPS AD III que existem no país, segundo o Ministério da Saúde.

Nesse modelo, o atendimento deve ser 24horas, incluindo também visita domiciliar e atenção à família do paciente, a partir de 12 anos, que deve ser acolhido, ficar em observação ou até mesmo dormir na unidade por um período de até 15 dias, se for necessário.  É a mais complexa modalidade de CAPS para a prestação do atendimento aos usuários de álcool e outras drogas.

Uma equipe do Núcleo de Atendimento Psicossocial em Dependência Química (Natera), órgão auxiliar do MPAC, fez um estudo para conhecer o funcionamento da unidade. O resultado desse diagnóstico mostra que o trabalho realizado, em parte, difere do que é proposto pelo SUS, especialmente no que se refere a recursos humanos.

“O CAPS é órgão do sistema de saúde pública fundamental para o cuidado dos usuários de álcool e drogas, e o fortalecimento de sua atuação possibilita a garantia dos direitos desta população mais vulnerável. Lutar por uma rede que seja resolutiva, responsável e que possa acolher a quem necessita é meta dos esforços de toda a equipe do Ministério Público”, destaca Fábio Fabrício, assistente social e coordenador regional do Natera.

O estudo

O Natera foi criado em 2013 para, entre outras finalidades, acompanhar o tratamento de pessoas em situação de dependência química, o que é feito não apenas fiscalizando, mas também por meio de uma interlocução com órgãos envolvidos na problemática das drogas. Em três anos de atuação, o Núcleo encaminhou para o CAPS, cerca de 80% das pessoas que procuraram ajuda no Ministério Público.

Uma equipe multidisciplinar realizou inspeções e entrevistas com usuários e servidores, além da gestão da unidade. A intenção é subsidiar processos de integração entre Natera e CAPS, além de verificar a qualidade dos serviços, bem como sua efetividade e eficácia, bem como identificar situações que devem ser corrigidas a fim de melhorar o atendimento.

“O estudo situacional foi desencadeado tendo em vista as informações que chegavam ao Natera dando conta, de um lado, por parte da equipe do CAPS AD II que os usuários não aderiam ao tratamento e de outro, por parte dos usuários, que a qualidade da oferta do atendimento no CAPS AD III precisava melhorar, notadamente quanto ao espaço físico e a equipe de profissionais insuficiente para o atendimento da demanda”, explica a coordenadora administrativa do Natera, Josenira Oliveira.

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