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Com qualidade e sabor irresistível, peixe acreano conquista mercado peruano

Com qualidade e sabor irresistível, peixe acreano conquista mercado peruano

Muito além do ceviche, a culinária peruana reflete toda a biodiversidade e história deste país vizinho, que compartilha tantas semelhanças com o Acre. Nos últimos cinco anos, o Peru foi escolhido pelo prêmio turístico mundial World Travel Awards como o melhor destino culinário. Os séculos de história de seu povo tradicional, somando-se aos anos de imigração e às recentes novidades globais, resultaram em uma cultura que entende o que é comer bem.

Este país, com esses pré-requisitos, está comprando peixe do Acre. O negócio começou em novembro do último ano, com uma carga inicial de 10 toneladas a cada dez dias, em média, comprados na Peixes da Amazônia, empresa baseada na aliança público-privada-comunitária, com participação da Agência de Negócios do Acre (Anac).

Nesta semana, a empresa peruana Impesco S.A. passou a comprar 20 toneladas de pescado no mesmo período, e se depender da fome de peixe dos peruanos, a tendência é aumentar.

Qualidade do Pescado

Desde a inspeção sanitária até o consumidor final, o pescado saído do frigorífico acreano é pedaço por pedaço avaliado. Todos esses olhares têm confirmado: o peixe é de muita qualidade, é bem tratado e conservado.

Erick Honorin Guzmán, gerente regional do Sanipes (Organismo Nacional de Sanidad Pesquera), órgão que inspeciona a entrada de pescados no Peru, atestou a qualidade depois da verificação, na cidade de Iñapari, fronteira com Assis Brasil: “Durante a inspeção encontramos os lotes de importação com as condições sanitárias excelentes para o que as normas peruanas exigem”.

Depois dessa primeira parada para os trâmites burocráticos fiscais de exportação, a carga segue por cerca de 230 quilômetros até seu destino, Puerto Maldonado. Na confluência dos rios Madre de Dios e Tambopata, a cidade tem moradores acostumados com pescados de água doce, em especial amazônicos. Alguns dariam ouro por pequenos bagres cascudos encontrado nos rios, mas já escassos na região.

Os rios com poucos peixes e a contaminação por mercúrio sendo uma dura realidade na região de Madre de Dios, que tem como capital Puerto Maldonado, tornam ainda mais atrativa a importação de pescado brasileiro. Em maio de 2016, o Peru declarou estado de emergência em 11 distritos dessa região ao detectar elevadíssimos níveis de mercúrio.

Ao chegar nos mercados e bancas por toda a cidade, os peixes acreanos são logo pesados e entregues aos mais diversos clientes. Uma hora após, em uma das movimentadas feiras, cerca de 500 kg dos peixes frescos já haviam acabado. Imediatamente a empresa já estava distribuindo mais, na mesma velocidade que os clientes buscavam o produto.

Marucha Catalam, gerente da Impesco, explica o motivo de tanta procura: “A Peixes da Amazônia nos manda um peixe muito bom. Nossos 40 clientes estão muito contentes com a qualidade do pescado. Amanhã vamos começar a distribuir às 4 horas da manhã os diferentes peixes que vieram, pintado, pirapitinga, tambaqui”.

Última modificação emTerça, 18 Abril 2017 16:27

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