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Gustavo Feijó é um peixe pequeno da CBF

Gustavo Feijó é  um peixe pequeno da CBF

A denúncia que levou a realização da “Operação Bola Fora” nesta sexta-feira (9/6), com mandado de busca e apreensão na residência do vice-presidente da CBF e prefeito de Boca da Mata (AL), Gustavo Feijó, é antiga – embora se tenha dito que a ação foi um desdobramento da CPI do Futebol do ano passado.

De fato, Feijó é um dos que foram pedidos indiciamento a Procuradoria Geral da República pelo relatório da CPI de autoria de Romário. Mas se trata de apenas um item - nesse caso, de financiamento de campanha - entre as várias irregularidades da entidade apontadas no documento.

Uma operação também da Polícia Federal, chamada “Durkheim”, em 2012, fez busca e apreensão na casa de Marco Polo Del Nero – na época ele era presidente da Federação Paulista de Futebol e um dos vices da CBF.

Dessa ação, levantou-se nos arquivos eletrônicos apreendidos na residência do cartola suspeição de financiamento de campanha eleitoral não declarado na Justiça. Seriam recursos ilegais repassados a Gustavo Feijó, então candidato às eleições municipais de 2012 em Alagoas – o dirigente acabou eleito na cidade de Boca da Mata (e reeleito ano passado). Feijó tinha sido presidente da Federação Alagoana de Futebol.

Na troca de um dos e-mails entre Del Nero e Feijó (divulgado pela Justiça), o segundo apresenta um orçamento para campanha muito maior ao que foi declarado oficialmente no órgão eleitoral. Na época, tratava-se em mais de R$ 500 mil o repasse ilegal da CBF ao então candidato.

Mas espera-se apuração de outras irregularidades na entidade, como os relacionados aos contratos com parceiros, notadamente com patrocinadores, referentes aos custos de exposição de marcas, e emissoras de televisão, no que tange aos acordos de direitos de transmissão.

Os dois assuntos são pontos centrais da investigação do FBI do chamado Caso FIFA - há suspeitas de desvio de milhões de dólares nesses acordos, inclusive com operação de lavagem de dinheiro internacional. Pelo menos dois brasileiros estão detidos nos Estados Unidos por conta disso: o agenciador J. Hawilla e o ex-presidente da CBF José Maria Marin.

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