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Consenso em torno da coerência

Consenso em torno da coerência

Quando o debate é qualificado engrandece o parlamento. Foi exatamente o que travaram ontem, os deputados Daniel Zen (PT) e Eliane Sinhasique (PMDB). Ambos a favor de uma reforma previdenciária, porque não há como não fazer, mas não dentro do que foi formatado pelo governo Temer. Pontos que não podem ser aprovados, na opinião consensual: o trabalhador rural não deve ter o mesmo tratamento do trabalhador urbano, não pode haver unificação do teto de idades entre mulheres e homens em 65 anos e 49 anos de contribuição. As mulheres, em grande parte, sempre têm dupla jornada, porque há que se levar em conta a administração do lar. Bem diferente de alguns inocentes úteis que são contra qualquer tipo de reforma. São contra para dizer que são contra, porque é modismo ser contrário. Aliás, o Daniel Zen (PT) e Eliane Sinhasique (PMDB), antagônicos na política, estão entre os melhores parlamentares da Aleac. Não é porque se é adversário que se deve partir para o fura olho.

Não posso dar espaço

Não dou espaço aos extremos. Não dou espaço e nem avalizo os bajuladores que incensam o Tião Viana como “o melhor governador” que o Acre já teve e nem aos rancorosos que, o consideram como um dos “piores governantes” acreanos. Abomino o extremismo político.

Críticas há que se fazer

A crítica ao governo Tião deve e tem que ser feita, há flancos para isso, neste segundo mandato. Mas também não se pode deixar de reconhecer quando acontecem avanços.

Aonde é que estavam

Ao ver, nas ruas da cidade, sindicalistas e militantes políticos protestando contra a Reforma da Previdência, fiquei a indagar: aonde é que estavam, quando há bem pouco o governo estadual subiu a alíquota de contribuição do ACREPREVIDÊNCIA de 11% para 14%? O aposentado que ganha em torno de 5 mil vai pular a contribuição de R$ 550 para R$ 700. E todos calam?

É a grande questão

É como disse a deputada Eliane Sinhasique (PMDB), a maioria dos sindicatos viraram pelegos do Governo do Estado. E quando se trata de uma pauta negativa estadual se omitem.

O que está havendo com o Jonas?

O deputado Jonas Lima (PT) tem adotado um estilo raivoso na tribuna, na defesa do governo petista. Não combina com o seu modo educado de tratar as pessoas e nem com a sua personalidade de um político centrado. Ontem, depois de atacar até de forma pessoal a deputada Eliane Sinhasique (PMDB) abandonou o plenário quando este foi lhe retrucar.

Explicar melhor

O deputado Jairo Carvalho (PSD) tem sim o direito de questionar o valor de R$ 118 mil a ser usado na recuperação da casa do Chico Mendes, pequena e de madeira. Justifica-se a recuperação pelo valor histórico, mas o preço tem que ser melhor detalhado.

Não se condena por antecipação

O fato da PGR ter pedido a investigação do governador Tião Viana e do senador Jorge Viana (PT), não os coloca na posição de culpados antecipados como querem alguns. Os pedidos ainda não foram aceitos pelo STJ e STF e, tampouco, são réus. Esperar é o mais acertado, no caso.

Pelo mesmo caminho

Até o deputado Gehlen Diniz (PP), que é um dos críticos mais ferozes do PT na Aleac, defendeu ontem que antes de se partir para atacar o governador Tião Viana e o senador Jorge Viana (PT) deve se esperar a manifestação da justiça, para não entrar no equívoco da G-7.

Acho graça

Chega a pergunta por e-mail, indagando o que acho do PT como um todo não sair na defesa do senador Jorge Viana (PT), contra quem foi pedida uma investigação pela PGR. Acho graça. Não sou do PT. Quem pode lhe dar explicação, meu caro, é o presidente do PT, Ermício Sena.

Até o Zé da esquina sabe

O que posso assegurar é que existem setores do governo que olham atravessado para o senador Jorge Viana (PT). Deve ser porque andou emitindo posições com críticas ao poder.

Seria outra história

Este episódio da Lava Jato envolvendo o nome do senador Jorge Viana (PT) por si não tem o condão de enfraquecer a sua candidatura à reeleição. Só teria se virar réu, porque neste caso a oposição teria uma bandeira para lhe atacar durante a campanha eleitoral.

Porteira aberta

Com a decisão judicial detonando o poder fiscalizador do TCE, qualquer prefeito vai se sentir no direito de pisar além do teto da Lei de Responsabilidade Fiscal e mandar os Conselheiros do TCE a procurarem um serviço de capina ou uma lavagem de roupa. Ficou neste tomo.

O segundo a mandar às favas

Primeiro foi o governador Tião Viana e segundo o prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro, a mandar o TCE às favas. E não se enganem se isso virar uma regra geral para os prefeitos.

Se sentir no direito

Até o prefeito Marcus Alexandre, que sempre seguiu a risca o respeito à Lei de Responsabilidade Fiscal poderá baseado na regra judicial, furar o teto de gastos com o pessoal, na porteira aberta que passa um boi, também passa uma boiada.

Nem de leve

Quem anda deitando e rolando e com muita justa razão é o senador Sérgio Petecão (PSD) que não teve seu nome citado na Lava-Jato, nem ao menos como boato. Por certo será uma bela bandeira para ser usada na sua campanha de reeleição, num tempo de tanto rolo político.

Tem que escancarar

Nada mais acertado do que a quebra de sigilo dos acusados de envolvimento na Lava-Jato, porque o mandato dos políticos e público e seus atos como tais também são públicos. Quem for inocente será absolvido e quem for culpado será condenado. E a vida continua. Simples.

Sempre foi assim

Na composição de qualquer CPI, o bloco majoritário fica com a maioria das vagas, principalmente, com os cargos mais importantes, como o de Relator e o de Presidente. Pode não ser o ideal para uma transparência, mas é o que dita o Regimento Interno. Não foi uma decisão pessoal do presidente Manoel Marcos (PRB) a composição dos membros da CPI.

Não implica na apuração

Todos os vereadores terão direito de participar estejam o não na comissão que comandará a CPI, fazendo o questionamento que bem entender sobre as relações entre a PMRB e a empresas de transporte coletivo. E de divulgar o que achar que foi ilegal nos contratos.

Pelo menos parcial

Não se pode exigir uma ação integral, por estarmos em momento chuvoso, mas o prefeito Marcus Alexandre poderia fazer um tapa-buraco no Tropical e acionar os donos de terrenos baldios a deixá-los limpos, até como um fato preventivo contra a proliferação da dengue.

Nada contra a poesia

Nada contra a campanha da PMRB de mostrar fotos artísticas da cidade, continuar divulgando o feijão com arroz como vem sendo feito rende mais para a imagem da gestão municipal. Nada contra a beleza de uma foto trabalhada no por do sol. Mas, tudo no seu contexto.

Conversa de pescador e caçador

Ninguém da oposição acredita que o candidato ao governo não venha ser o prefeito Marcus Alexandre. Todos jogam na tese de que, quando se diz que não será o candidato da FPA é conversa de pescador e de caçador.

Direito de testar

Mas, a FPA tem o direito de testar outros nomes, caso o prefeito Marcus Alexandre decida mesmo não disputar a eleição de 2018, para não ficar num corre-corre de última hora.

Muito centrada

A bancada da oposição na Assembléia Legislativa foi muito centrada e prudente ao abordar o pedido da PGR de investigar o governador Tião Viana e o senador Jorge Viana, todos preferindo aguardar a posição da justiça.

Seria carnaval fora do tempo

Mas se fosse o senador Gladson Cameli (PP) que tivesse o seu nome divulgado na mesma situação, com a mais absoluta certeza o PT e aliados estariam a esta hora fazendo um imenso carnaval fora de época. Mas, a oposição agiu muito bem em não sair radicalizando.

Lava Jato

Guardados os pequenos exageros, a Operação Lava Jato tem feito sim um grande bem para o país, no momento que escancara as relações espúrias entre os políticos e as propinas doadas pela empresas. O Juiz Federal Sérgio Moura não é nenhum paladino da justiça, mas está apenas agindo em cima do que determina a legislação brasileira. É tudo muito simples, quem não tiver culpa no cartório ganha a absolvição e os culpados sofrerão as penas da Lei. Ninguém está acima da Lei, pois é assim que fixa a Constituição Federal. E ninguém pode falar em ações seletivas, porque a PGR e seus Procuradores não têm poupado político de nenhum partido. A Lava Jato é sim um marco no fim da impunidade da classe política brasileira.

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