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Uma festa sem bandeiras vermelhas e símbolos do PT

Uma festa sem bandeiras vermelhas e símbolos do PT

Algum turista desavisado que por acaso entrasse sábado último pela manhã no auditório da Biblioteca Pública, jamais imaginaria que se tratava de um lançamento de candidato ao governo do PT. Não tinham bandeiras do partido, a estrela símbolo do PT e raras camisas vermelhas. Foi uma festa comportada, sem os ruidosos manifestantes da ala dos cuecas apertadas do PT, mas sim ao estilo comedido do candidato ao governo Marcus Alexandre (PT), que já tinha adotado o comportamento de moldar um perfil sem a colagem no desgaste do PT, na última eleição municipal, com sucesso. A sua fala foi mais um apelo para que todos se envolvam na campanha, e reconheceu que será difícil e de muito trabalho para sair vencedor da eleição. A sua campanha ao governo será centrada, como foi a primeira vitória para a prefeitura de Rio Branco, no contato direto com eleitorado, sem a intermediação dos tradicionais cabos-eleitorais. É um estilo pessoal que deu certo nas duas últimas campanhas para a PMRB. É o “estilo Marcus”. As pesquisas mostram que será um adversário nada fácil de ser batido. A eleição de 2018, tudo está a indicar que tende ser das mais equilibradas para governador.

Uma caixa de fósforo

Acanhada, com poucos assentos, a Biblioteca Pública foi uma péssima escolha para o lançamento de uma candidatura ao governo de quem está no poder, como o Marcus Alexandre (PT). Tudo muito tímido, muito comedido, campanha é festa e movimento.

Escolha pessoal

A única novidade foi o PTC, presidido pelo advogado Junior Santiago, aparecer na lista de apoiadores do candidato petista ao governo. Para mim, nada excepcional. Seu tio, o ex-deputado Élson Santiago é hoje um dos assessores especiais do governador Tião Viana.

Curtas com Tião Viana

BLOG DO CRICA- O Emylson Farias será mesmo o vice de Marcus Alexandre?
TIÃO VINA- (rindo) Está tudo bem encaminhado.
BLOG DO CRICA – Quem ocupará as duas suplências do Senado?
TIÃO VIANA – Serão duas mulheres.

Dedução clara

O contexto da curta fala do governador Tião Viana deixa bem claro que, o secretário de Segurança, Emylson Farias , será mesmo o vice na chapa do candidato ao governo Marcus Alexandre (PT), em que pese alguns protestos tímidos do PCdoB, que reivindica a indicação.

Duas mulheres

E as duas mulheres a que Tião Viana se refere como suplentes nas chapas de Jorge Viana (PT) e Ney Amorim (PT) para o Senado são a Nazaré Araújo (PT) e a Márcia Regina (PSB). Por sinal, duas mulheres de destaque no governo e qualificadas, para figurarem na chapa majoritária.

Sabe que o jogo está jogado

Troquei uma idéia com o vereador Eduardo Farias (PCdoB) sobre a questão de vice. Embora diga que a questão merece um maior debate na FPA, não pode ser indicação pessoal, sabe estar o jogo decidido. Eduardo é experiente, não demonstra abatimento, mas no íntimo sabe ser difícil emplacar Moisés Diniz (PCdoB) de vice. Obstáculo: Emylson Farias é o candidato do Tião Viana. E saber ser isso decisivo na FPA.

Nega contrapartida

Perguntei ao ex-deputado Edvaldo Magalhães e dirigente maior do PCdoB, se procede que o partido está exigindo como contrapartida por não conseguir indicar o vice na chapa de Marcus Alexandre (PT), que a cúpula da FPA garanta sua eleição e da mulher Perpétua Almeida. “não tem nada disso”, foi a resposta lacônica à coluna.

Conheço um pouco da aldeia

Não vou duvidar nem um pouco que o dirigente do PCdoB, Edvaldo Magalhães, que é forte candidato a deputado estadual, coloque num provável pacote de contrapartida, em caso de vitória de Marcus Alexandre, que venha a ser o presidente da Assembléia Legislativa.

Quanta hipocrisia!

Críticas vazias, pelo fato do senador Sérgio Petecão (PSD) ter se casado durante a cerimônia do casamento coletivo no Projeto Cidadão. Petecão nunca foi elite. Por outro lado recebeu até elogios do senador Jorge Viana (PT), que soube separar a política de um ato pessoal.

Rondônia é exemplo

Vejo o senador Jorge Viana (PT) reclamando que a Amazônia é tão rica e o povo tão pobre. É simples, Jorge: não se desenvolve um Estado com a política de venda de vidrinhos de óleo de copaíba e saudosismo do seringal nativo, ou abre para o agronegócio, ou ficará essa miséria da política do contracheque. Um bom exemplo de desenvolvimento é a vizinha Rondônia.

Protesto por telepatia

Um pequeno grupo petista fez um movimento “Fora, Temer!”, só para dizer que não houve reação. Acontece que, como Temer não veio ao Acre, como estava programado, os petistas inovaram com uma manifestação de protesto por telepatia. O Temer estava em Brasília.

Ficará no pedido

Na “Carta dos Governadores”, divulgada no último encontro, no Acre, foi feito um pedido de 1 bilhão de reais para o Fundo Nacional de Segurança, com a verba sendo carimbada, como é para Saúde e Educação. Idéia boa. Mas é um sonho pensar que o Temer, com sua política de contenção de gastos, vai abrir o cofre. O inferno está cheio de bem intencionados.

Fora do foco

O candidato ao governo do PT, prefeito Marcus Alexandre, nega que vá se afastar em março do cargo. Diz que somente vai sair no último dia permitido pela legislação eleitoral, em abril.

Amarrou bem

O presidente do PDT, Luiz Tchê, amarrou bem os apoios dos partidos nanicos à candidatura do secretário Emylson Farias (PDT) para vice da chapa petista ao governo. O PCdoB chegou atrasado à festa do casamento. Ficarão no protesto, apoiar a oposição os comunistas não vão.

Organização de campanha

As cabeças mais pensantes da oposição sentaram e decidiram que a candidatura do senador Gladson Cameli (PP) ao governo precisa de uma organização espartana. Isso é imprescindível em uma disputa majoritária, não adianta só ter um bom nome. O jogo é para profissionais.

Pensamento fixo

Conversei ontem com um amigo do DEM. Reafirmou o que já tinha sido publicado neste espaço de que o partido vai com chapa própria para a campanha de deputado federal.

Questão de sobrevivência

É até uma questão de sobrevivência. Se o DEM anunciar que entrará num chapão com o PMDB, a sua chapa ficará vazia. E ademais é determinação das direções nacionais dos partidos que trabalhem para ter parlamentares federais, devido a aprovação da Cláusula de Barreira.

Disputa paralela

Há todo um clima para uma disputa paralela entre a deputada Eliane Sinhasique (PMDB) e o vereador Roberto Duarte (PMDB), candidatos a uma vaga na ALEAC. Na última eleição, Sinhasique pôs toda a estrutura de sua campanha à PMRB , para apoiar Roberto Duarte.

É o que se comenta

O afastamento de ambos diz respeito ao suposto fato de que Roberto Duarte (PMDB) teria prometido à deputada Eliane Sinhasique (PMDB), que apoiaria a sua reeleição, para ter seu apoio a vereador. A campanha é que mostrará se isso procede.

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