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Estamos numa democracia, ninguém está acima da lei

Estamos numa democracia, ninguém está acima da lei

Não acontece nada de extraordinário. Nem perseguição ou autoritarismo, a Operação Lava-Jato apenas cumpre o seu papel de limpar a classe política. Na democracia é assim: ninguém está acima da lei. Quem for inocente provará e os culpados serão punidos, num processo com ampla defesa. Tudo muito simples. Não há que se falar em seletividade. 29 senadores, o que significa um terço do Senado, dezenas de deputados federais, governadores, nove ministros do governo Michel Temer, ex-presidentes, todos encrencados e que podem virar réus. O PT tem 18 investigados, o PMDB 17 e o PSDB 13, sem falar nos demais partidos. Esta é a política brasileira. É o maior escândalo político de todos os tempos no Brasil. Isso mostra a isenção como as investigações vêm sendo conduzidas na Lava-Jato, sem olhar a cor partidária e sem poupar os velhos e poderosos cardeais da política nacional. Aconteceram erros pontuais na sua ação, mas não há como deixar de ressaltar a figura do Juiz Federal Sérgio Moro (foto), sem a sua coragem e da sua equipa a política brasileira continuaria no lamaçal e todas as suas lideranças impunes. A política terá dois períodos: antes e depois do Moro. Sejamos também pragmáticos: sem uma Reforma Política ampla com o fim das coligações proporcionais, sem uma cláusula de barreira para impedir a afloração de novos partidos, tudo que aconteceu vai voltar a acontecer. O sistema político brasileiro induz à corrupção, porque foi montado para propiciar as falcatruas dos que comandam. Não há como dissociar isso do que está ocorrendo.

Nenhuma ofensa

O debate entre o secretário Emylson Farias e o Juiz Giordane Dourado sobre o uso do espião eletrônico “Guardião”, levou-me detidamente a ler o texto que redundou na discussão. Não consegui ver no escrito do Giordane nenhuma acusação de uso indevido, fez alertas naturais.

A partida de um velho amigo

Amigo há mais de 20 anos. Um especialista na arte de receber em sua casa e tratar com respeito e carinho as suas amizades. Um dos melhores prefeitos de Cruzeiro do Sul. Como deputado federal tinha lado. Nasceu na Paraíba, mas era mais acreano que paraibano. Abalou-me emocionalmente, a morte do velho e querido companheiro João Tota. Foi cedo demais! Vá com Deus, Totinha, como carinhosamente era tratado. A sua missão na terra foi coberta de generosidade. Meus sentimentos para toda a família. Que Deus o receba, amigo Totinha.

Quem sabe, com sapinho

Leio que um dos atestados enviados à Câmara Municipal de Rio Branco para justificar a ausência do foragido vereador Carlos Juruna (PSL) foi assinado por um Pediatra. Não tem nada de ilegal, embora possa parecer estranho. Talvez, o Juruna pode estar com sapinho na boca. Nunca se sabe, nunca se sabe!

Não comete ilegalidade

O presidente da Câmara Municipal de Rio Branco, Manuel Marcos (PRB), não comete nenhuma ilegalidade ao receber e acatar os atestados médicos do vereador Carlos Juruna (PRB). Não tem autoridade jurídica e nem conhecimento científico para recusar atestados. Só o CRM.

É bom lembrar

O STF já decidiu que doações registradas na justiça eleitoral podem ser consideradas ilegais, se comprovado de que vieram de fontes criminosas. O registro por si não inocenta o investigado. A coisa não será tão simples para os acusados de receber doações ilegais de campanha.

Este é um país sério?

O presidente Michel Temer acusado de receber milhões de reais de forma ilegal. O presidente do Senado, Eunício Oliveira, e o presidente da Câmara Federal, deputado federal Rodrigo Maia, todos enrolados na Lava-Jato. Que país é este? Pode ser um país sério? Não é!

Com que moral?

A Reforma Política urge. Mas com que moral este Congresso pode mudar as regras eleitorais que até aqui só favoreceram os seus membros?. Com outra imoralidade, o “voto em lista”, onde só são beneficiados os caciques dos partidos? Uma espécie de salvaguarda aos que estão ai?

Pode mexer com a eleição

Uma vez o ex-deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) me disse que não se podia falar de eleição 2018, antes de saber o que vinha na Lava-Jato, como seriam as regras políticas do jogo. Tinha razão. Por tudo que está acontecendo, e por não saber o que está a caminho, o quadro majoritário em 2018, no Acre, poderá sofrer modificações nos nomes postos atualmente.

Carnaval fora de época

Jorge Viana (PT) e Tião Viana (PT) serão apenas investigados. Caso venham se tornar réus complica para ambos e muda a figura jurídica. A oposição está fazendo, pois, um carnaval fora de época como se ambos já estivessem condenados. Há toda uma defesa a ser feita.

Não embarco na canoa

Mas não me chamem para embarcar na canoa de que tudo o que está acontecendo na Lava-Jato é direcionado para perseguir o PT. A guilhotina tem ceifado todos os partidos grandes.

Retrato do momento

A pesquisa do DATA-CONTROL – ainda não tabulou o resultado oficial – mostra nos números até aqui computados, uma folgada vantagem do senador Gladson Cameli (PP) sobre todos os concorrentes. Lembrando sempre: é um retrato do momento, estamos longe da eleição.

Não decide eleição

Pesquisa é um instrumento de apoio, para se ver os pontos fracos e fortes de um candidato, mas não decide eleição, o que decide é a campanha e a empatia que o candidato conseguirá com o eleitor. Sempre foi e sempre será assim. No caso atual bate com que tenho escutado.

Dormida prolongada

Quantas coisas sem nexo foram ditas, sobre a manutenção dos feriados do “Dia do Católico” e do “Dia do Evangélico”. O que esses feriados acrescentam à fé das pessoas? Nada! Como é feriado, no máximo serve para evangélicos e católicos dormirem até mais tarde. Ora, bolas!

Não vai salvar ninguém

Até parece que esses feriados são uma espécie de passaportes para os fiéis entrarem no paraíso. O que tem se notado é que a discussão já entrou para o lado pessoal, deixando a razão de escanteio. Não vejo ofensa alguma às duas religiões pelo deputado Heitor Junior (PDT), ao defender o fim dos dois feriados. É um tema irrelevante para tanto debate.

Insistindo na tese

Tião Viana tem insistido na conversa com amigos de que pode ganhar a eleição para o governo com o secretário de Segurança, Emylson Farias. Parece que não vê no Marcus Alexandre o único nome do PT para vencer a oposição. Mais vale um gosto, que um vintém, diz o ditado.

Não consigo entender

Olho para o quadro desfavorável para o governo e não entendo o motivo pelo qual, o prefeito Marcus Alexandre, briga tanto para ser candidato, estando com boa aceitação do seu mandato. Na política cada passo tem que ser medido. A euforia não é boa companheira.

Nada de laboratório

O entendimento do governador Tião Viana, a favor da candidatura ao governo do secretário Emylson Farias, não bate com o que pensa o senador Jorge Viana (PT), que acha que, o partido não vive um bom momento para estar fazendo “laboratório” com nomes de fora da política.

Encontro gigante

O senador Sérgio Petecão (PSD) espera reunir um mínimo de mil pessoas no encontro do partido, sábado próximo, na “Fazenda Boi Cagão”. Virá dirigente de Taumaturgo à Assis Brasil.

Partido forte

Justiça seja feita: o senador Sérgio Petecão (PSD) tornou o partido em um dos mais fortes da oposição. Quando pegou o PSD, este existia apenas no nome, no Acre.

Fim das emendas virtuais

Com a aprovação do projeto do deputado Nelson Sales (PV) que, transforma as emendas virtuais, que sempre constavam no orçamento, mas nunca eram liberadas pelo governo estadual, em “emendas impositivas”, que têm que ser usadas, acaba essa grande patuscada. O deputado poderá encaminhar valores em até 200 mil reais para projetos nas áreas assistenciais e sociais. O que vinha acontecendo era que os deputados passavam por caloteiros, destinavam as emendas às entidades, estas nunca recebiam e os parlamentares ficavam com a má-fama. Ainda porque os valores não passam pelas mãos dos deputados, estes dão apenas a destinação. De qualquer maneira é uma conquista desta legislatura.

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