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Tempos turbulentos à vista na Aleac

Tempos turbulentos à vista na Aleac

Aconteceu tudo o que o governo estadual não queria no momento: ir para o olho do furacão. Com a concessão ontem, pelo Tribunal de Justiça, por unanimidade, do “Mandado de Segurança” que pede a instalação imediata da “CPI da Venda de Casas”, que vai apurar a venda de imóveis do Programa “Minha Casa, Minha Vida”, ação impetrada pelo advogado e vereador Roberto Duarte (PMDB) –foto-, a investigação será aberta e integrantes do primeiro escalão do governo serão chamados a depor. A decisão do TJ derrubou ainda brechas no Regimento Interno, que criavam obstáculos à criação de CPIs. Ainda que, por força regimental da proporcionalidade o governo terá maioria na comissão, mas isso lhe trará também um ônus. De num período pré-eleitoral vetar que autoridades governamentais venham ser chamadas para prestar depoimentos. E isso terá que ser feito pelos deputados da base governista. A CPI foi proposta pelo deputado Gehlen Diniz (PP), mas sobre ele recaiu a suspeita não provada até hoje de ter feito um acordo com a Mesa Diretora para abafar o caso. O certo é que houve pressão do restante da oposição e a CPI, que se sabe como começa, mas não se sabe como terminará, terá que ser criada na próxima semana. Tempos turbulentos previstos para a Aleac.

Não explicou nada

Mal redigida a Nota do governo rebatendo o deputado Gehlen Diniz (PP). Poderia lhe chamar de “mentiroso” e os outros adjetivos usados, mas teria que, mostrar que seus números sobre o contingente do Gabinete Militar eram falsos. E dar o número exato de PMs. Mas omitiu o principal. Um governador tem que ter segurança reforçada, mas noticiar o fato não é crime.

Retrucar com dados

Responder a uma denúncia buscando desqualificar o denunciante era da época que na política ganhava quem mais batia no outro. Hoje, o debate tem que ser em cima do fato denunciado, mostrando com dados que são falsos e não com ataques pessoais.

Ética na política

Ético, o deputado Jenilson Lopes (PCdoB) contestou a acusação do deputado Gehlen Diniz (PP), mas não leu a Nota do governo por vir com ataques pessoais ao parlamentar da oposição.

Fronteiras porosas

Quando o secretário de Segurança, Emylson Farias, reúne a imprensa para mostrar o relatório destes primeiros meses do ano sobre a criminalidade, com a apreensão de centenas de armas e de quilos de drogas e a diminuição de alguns crimes, isso mostra que a polícia está acertando e trabalhando. Na questão das armas e drogas escancaram a porosidade da nossa fronteira.

Modo contínuo

Não havendo uma fiscalização perene nas barreiras policiais que levam à Bolívia, a polícia vai continuar apreendendo drogas e armas, e mais drogas e armas entrando em Rio Branco. Mas é para se citar como positivos estes números apresentados pelo secretário Emylson Farias.

Conversa franca

O deputado federal Major Rocha (PSDB) confirmou ontem nota da coluna sobre o cabo-de-guerra entre o prefeito Gedeon Barros e o vice-prefeito Zé Maria. Rocha prometeu ir hoje ao município resolver a questão, mas ressaltou: numa briga com o prefeito, o vice perderá.

Pede para sair

Um prefeito que não tem a autoridade de enquadrar um secretário, melhor ir vender pipoca.

Melhor entregar-se

Até o fechamento da coluna o vereador Carlos Juruna (PSL), condenado a 9 anos de prisão em regime inicial fechado, continuava foragido e com a polícia no encalço. Melhor entregar-se e tentar novos recursos, mesmo porque não poderá esconder-se por muito tempo e será preso.

Rito normal

Mesmo o vereador Carlos Juruna (PSL) preso, a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Rio Branco terá de cumprir prazos regimentais, antes do processo de cassação ser enviado ao plenário para a votação. Ganhará uma sobrevida no mandato de cerca de 3 meses.

Sabia o tamanho do abacaxi

Este choro da prefeita de Tarauacá, Marilete Vitorino, não comove. Sabia o tamanho do abacaxi que ia pegar. Tem que resolver os problemas e deixar de ficar debitando tudo que é negativo ao ex-prefeito Rodrigo Damasceno. Na campanha tinha solução para todos os males.

Confissão de inoperância

Caso o DNIT aceite a proposta do governo para o DERACRE recuperar o trecho da rodovia 364 que vai da entrada da Cidade do Povo até a rotatória do aeroporto, estará fazendo uma confissão de inoperância. Quem tem que fazer a recuperação é o DNIT. Ou feche a porta.

Componente político

O pedido de parceria feito ao DNIT pelo governo tem um componente político envolvido. É que o trecho está no trajeto que o ex-presidente Lula pretende fazer quando da sua visita à capital em abril próximo. Do roteiro consta, um ato público na “Cidade do Povo”.

Tem que ser cobrado

Brigou-se tanto para o DNIT virar Superintendência. Virou. Então agora é o único responsável quando se trata de cobranças, sobre problemas nas rodovias federais que cortam o estado. Quem casa com a viúva tem que criar os filhos, sem choro e nem vela.

Chuva de pedidos

Com o nome do prefeito Marcus Alexandre jogado na opinião público como candidato ao governo só atrapalha a sua administração, porque começarão a aparecer pedidos de todos os lados. Isso é para ter sido vazado no próximo ano. Colocaram a carroça na frente do boi.

Vitória da persistência

Eliane Sinhasique (PMDB) tem uma luta antiga pela redução da cobrança do ICMS nas contas de energia elétrica. Teve sentença favorável na justiça de que, o ICMS não poderá ser cobrado na distribuição e transmissão de energia. Abriu o caminho para outros entrarem com a mesma ação no Judiciário e também ganhar. Porteira aberta às grandes empresas.

Chá de coragem

Não é piada. Os deputados derrubaram ontem dois vetos do governador Tião Viana aos projetos dos deputados Chagas Romão (PMDB) e Antonio Pedro (DEM), que criam um programa nas escolas de combate à obesidade e o outro que institui a Semana do Professor. Fim de governo é isso.

Competência dos prefeitos

O deputado Lourival Marques (PT) previu ontem que os recursos das emendas parlamentares para a conservação e recuperação dos ramais não virão este ano, o que prejudicará o meio rural. Lourival, ramais sempre foi competência dos prefeitos, mantê-los com tráfego livre.

Medida acertada

O candidato ao governo, senador Gladson Cameli (PP), tomou uma iniciativa de campanha extremamente correta, a de formar um círculo mais próximo de conselheiros políticos, com figuras experientes em disputas eleitorais. Atendeu uma sugestão do deputado Major Rocha (PSDB).

Primeiros nomes

Os dois primeiros nomes a serem convidados pelo senador Gladson Cameli (PP) para compor este conselho são os dos ex-deputados Alércio Dias e Osmir Lima. Fala-se também no nome do ex-deputado João Correia. Todos altamente competentes e com muito a acrescentar à campanha do Cameli. Campanha majoritária tem que ter alguém que pense.

Veio no mesmo galope

Com a concessão do “Mandado de Segurança” para liberar a “CPI da Venda das Casas”, a mesa diretora da Aleac terá com base nos mesmos princípios, de liberar a “CPI da BR-364”. Com o número de assinaturas necessárias, será apresentada pelo deputado Luiz Gonzaga (PSDB).

Perdeu a autoridade

Toda votação que acontece na Câmara Federal o STF se acha com o direito de fazer questionamentos, o que quebra a independência entre os poderes. A questão toda é que quando se trata da classe política se pode pisar na cabeça. No Judiciário e Legislativo, nem tocar na unha. Que falta faz um Ulisses Guimarães na presidência do Legislativo. Nesta batida não vai demorar muito para os deputados e senadores ter que pedir licença ao Judiciário até para fazer uma questão de ordem regimental. Uma pena essa desfiguração do Congresso Nacional.

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