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Estudantes do Acre conquistam 2° lugar na Olimpíada de Astronomia e Astronáutica

A equipe que participou da competição teórica é formada pelos alunos João Lucas, Kelvisson Monteiro e Matheus Bezerra, sob orientação da professora Karla Vilas Boas A equipe que participou da competição teórica é formada pelos alunos João Lucas, Kelvisson Monteiro e Matheus Bezerra, sob orientação da professora Karla Vilas Boas

Alunos do 2° ano do Ensino Médio da Escola Lato Sensu participaram, na última semana da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). A competição aconteceu no Rio De Janeiro e reuniu estudantes de todo o país. Os participantes que representaram o Acre na disputa trouxeram para casa medalhas de ouro e prata na categoria de prova teórica além de garantirem o 2º lugar na Mostra Brasileira de Foguetes.

A equipe que participou da competição teórica é formada pelos alunos Igor Diore Plauza, Luiz Alberto Quisper, e Yuri Oliveira, sob orientação da professora de física Karla Vilas Boas eles participaram pela primeira vez da disputa nacional, e já estão cotados para participarem da seletiva que irá compor a equipe brasileira para a fase internacional da competição.

“Os medalhistas na parte teórica estão participando da seleção para compor a equipe internacional que irá representar o Brasil nas olimpíadas internacionais, as notas deles foram tão boas que eles estão participando desse processo seletivo”, explica a professora.

O Jovem Yuri Oliveira, 16 anos, Já participou de uma olimpíada de física, na qual obteve bons resultados e também conquistou medalha. Segundo o estudante, esta foi a primeira vez que ele participou da OBA e os resultados foram satisfatórios.

“Nas minhas três participações tive o prazer de conquistar medalhas, esse é o primeiro ano participando da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica. Nesses dois anos, o apoio tanto da minha professora de física Karla quanto do Colégio Lato Sensu foi essencial para tais conquistas”, ressalta.

Yuri lembra que além da alegria do reconhecimento o mais gratificante é ver que os estudos e a dedicação deram bons resultados. Ele destaca ainda que a experiência será para toda a vida.

“O melhor de tudo não são as medalhas ou certificados, mas sim, o sentimento gratificante que sinto ao ver que meus estudos e minha dedicação estão dando resultados, e melhor, estão alcançando números superiores à média nacional. Até hoje não caiu a ficha que eu e meus colegas representamos o estado do Acre em uma Olimpíada desse porte. O que ficou dessa experiência, e o que levarei para o resto da vida”, diz Oliveira.

6c5d8f48 4f74 4991 9d3f c762de524451Mostra Brasileira de Foguetes

Mais três alunos participaram de outra modalidade da OBA, a Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG) que consiste na construção de foguetes feitos de garrafas pets usando como combustível vinagre e bicarbonato de sódio combustível usado por estudantes brasileiros para fazer voar por mais de 300 metros de distância um foguete construído com garrafas PET Nesta modalidade a equipe acreana foi a vice-campeã na fase nacional.

Esta experiência foi realizada pelos os estudantes João Lucas Dias Brito, Kelvisson Monteiro de Oliveira e Matheus Bezerra Dessotti, juntamente com a Professora Karla que orientou e acompanhou os alunos durante todo o processo de construção e apresentação do foguete na olimpíada. A professora explica como foi todo o processo de criação até a apresentação que garantiu o 2° lugar na mostra.

“Os alunos se classificaram para o evento ao lançar seus foguetes a uma distância de 124,30 metros na etapa Estadual. Durante o evento, a equipe alcançou a faixa de vice-campeã do evento”, conta Karla.

Ainda segundo a Professora, a experiência mobilizou cerca de 530 alunos do ensino médio e professores em um hotel fazenda localizado em Barra do Piraí, no Rio de Janeiro. Para ela a experiência vai alem de participar de uma disputa, na ocasião os jovens têm a oportunidade de ter contato com os vários profissionais da área.

“A MOBFOG vai além de participarem de uma disputa, na qual vencem os que levarem seus foguetes mais longe, os jovens têm contato com engenheiros da Agência Espacial Brasileira e com outros profissionais do setor, aprendem a trabalhar em equipe, projetar e colocar em prática conteúdos vistos em sala de aula relacionando diversas áreas do conhecimento de forma interdisciplinar”, diz.

No dia 30 de outubro, os estudantes ouviram uma palestra com o brasileiro Marcos Pontes, primeiro astronauta sul-americano a realizar uma viagem ao espaço. Na ocasião Pontes destacou ainda a importância de ter pessoas capacitadas na área para o momento em que o Brasil tomar ações e fazer crescer o seu programa espacial, pois será fundamental ter mão de obra pronta a assumir o desafio.

Segundo Karla, o projeto estimula nos alunos o gosto pelos estudos. “Através do projeto, estimula-se o gosto pelo estudo das disciplinas envolvidas, o que incentiva muito os jovens na produção do conhecimento. Desta forma, acaba se tornando uma maneira da escola observar o desempenho dos alunos e promover uma auto avaliação sobre o trabalho desenvolvido”, comenta.

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