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Centro de Saúde é referência em tratamento com Laserterapia de Baixa Potência

Centro de Saúde é referência em tratamento com Laserterapia de Baixa Potência

O Centro de Saúde Gentil Perdomo da Rocha, localizado no Conjunto Esperança, realiza tratamento com a Laserterapia, que é efetiva na aceleração da cicatrização de feridas. Para isso, o centro conta com uma equipe multidisciplinar composta por uma médica, três enfermeiras e duas fisioterapeutas.

O tratamento começou em fevereiro desde ano com uma parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde e Fameta. O atendimento se estende para diabéticos, amputados, úlceras venosa e arterial, ou politraumatizado.

A fisioterapeuta Jardelly Vieira, que trabalha com a técnica de tratamento há um ano, conta que os pacientes abraçam literalmente o tratamento. “Não um paciente que diga que não quer, todos aceitam e respeitam nossa equipe. Já tivemos casos de atender pessoas que chegaram com feridas abertas há seis anos e em semanas obtém uma boa cicatrização”, disse.

Ainda segundo a fisioterapeuta Dra Carolina Pontes, apesar de somente o Posto Gentil Perdomo oferecer esse tipo de tratamento, equipes de enfermagem, de unidades de saúde da capital, estão recebendo treinamento para fazer um tipo de curativo adequado, para o paciente receber o tratamento com laser. Ela afirma ainda que recebe pessoas de outros municípios para realizar o tratamento. “Nosso tratamento multidisciplinar esta dando tão certo que foi disponibilizado pela coordenadora Antônia Soares uma sala só para atender os pacientes com laser”, complementa.

Para a nutricionista Maria do Carmo Duarte, a parceria é importante para a recuperação dos pacientes, pois “além do centro cuidar da parte clínica, a laserterapia avança na cicatrização. Isso é bom, porque toda vez que damos alta para um paciente podemos receber outro”, diz.

São atendidos, aproximadamente, 30 pacientes diariamente, na faixa etária de zero a 90 anos. Todos os pacientes passam, primeiramente, pela equipe de enfermagem liderados pela chefe da enfermagem Lucirene Aparecida, que comanda a equipe de enfermagem composta pela enfermeira Jucineide Matos e pela técnica de enfermagem Maria Osanir. Ao todo, são seis profissionais capacitados incluindo médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e as fisioterapeutas.

A idosa Antônia Rodrigues, 69 anos, teve uma lesão diabética, que levou a amputação, realizada há cinco meses, que acabou deixando uma abertura na pele que demorou a cicatrizar por causa da doença. Após todo o acompanhamento, até o fim do ano ela irá receber alta.

“Graças Deus estou feliz, porque meu pé está melhorando. Eu não aguentava ficar em pé, estou fazendo tudo direito, pois quero minha cura”, comemora a idosa agradecendo a equipe e familiares pela dedicação recebida.

Outra paciente que está sendo acompanhada é Josilene Fernandes, 34 anos. Ela conta que, há quase seis anos, bateu a perna casando um hematoma vermelho. Fernandes procurou tratamento, mas sem sucesso.

“Com o tempo apareceu uma ferida pequena e o rapaz que me atendeu disse que, por ser pequena, não tinha como tratar. Fiz uma cirurgia e ela não cicatrizou. Estou há anos tentando tratar para fechar, mas não obtenho sucesso”, relembra.

A jovem diz que, há um ano, está sendo acompanhada na unidade, e se antes não conseguia dormir com fortes dores na perna, hoje, já dorme mais tranquila, sente dores, mas não como antes.

A Fisioterapeuta Dra Carolina Pontes explica que Josilene faz um tratamento com antibiótico terapia e que em breve estará liberada para realizar o procedimento com o laser. “Enquanto isso, aplicamos nela uma bandagem elástica funcional (kinesiotapping) ao lado da lesão, para estimular a drenagem venosa e linfática, e ela tem reagido bem. A fisioterapeuta relata que feridas de 3 anos abertas sem sucesso com outros tratamentos quando submetidas ao tratamento com a associação do Kinesiotaping e a laserterapia ocorre um aceleramento no processo de cicatrização”.

A fisioterapeuta salienta ainda que tudo é feito de forma individual, ou seja, para cada é um tratamento diferente, conforme sua necessidade.

Como buscar atendimento

Segundo a fisioterapeuta Carolina, o paciente que estiver com uma ferida aberta com lesão diabética ou úlcera venosa, por exemplo, deve se encaminhar a unidade, onde passará por uma avaliação médica. A partir do momento que for constatado que a ferida não tem lesão ou contaminação o paciente é liberado para a laserterapia. Caso tenha uma infecção a mesma será tratada para posteriormente ser incluso no tratamento do laser.

“Temos uma paciente com 70% do corpo queimado, nós a atendemos, fizemos acompanhamento nutricional, que é muito importante, pois a nutricionista orienta sobre o tipo de alimentação, a suplementação na base de colágeno para ajudar na reparação residual. Em duas semanas de atendimento, ela fechou barriga, costa, só falta cicatrizar o antebraço e a pena. A próxima etapa é com médico dermatologista, para melhorar a qualidade da pele e pigmentação”, explica.

Carolina Pontes é fisioterapeuta, especialista na área da fisioterapia respiratória ambulatorial e UTI, mestre, doutora e pós doutora em morfologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, e uma de suas linhas de pesquisas era sobre lesão.

A última paciente que recebeu alta do tratamento foi dona Irene Barros, 69 anos. Ela é de Santarém (Pará) e estava na capital para visitar a mãe, que tem 90 anos, quando resolveu realizar uma consulta para tratar de uma ferida causada por uma úlcera venosa, que já estava aberta a mais de três anos.

Dona Irene, que iniciou seu tratamento com laser em agosto deste ano, recebeu alta no dia 27 de outubro. “Nossa, fui muito bem recebida lá, desde a recepção até as médicas. Eu ia pra lá duas vezes na semana, logo de inicio percebi o resultado. Peguei alta esses dias e já sinto saudades delas, pois sempre me trataram bem. Recomendo pra quem deseja buscar tratamento ir sem medo. E sempre que estiver aqui para visitar minha mãe irei visitá-las”, finalizou.

A fisioterapeuta diz que eles [os pacientes] ficam tristes em partir, já que o contato é diário e se sentem acolhidos pela equipe toda. “Sempre ligo pra cada e eles vão nos visitar. A alta da dona Irene foi a mais sofrida que dei, chorei muito. Mas feliz de vê-la bem”, finalizou.

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