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No Dia Mundial da Saúde: Psicólogos ministram palestra sobre Depressão

2014, foram 137 tentativas: 93 mulheres e 44 homens, os óbitos contabilizam 35 homens e uma mulher, somando um total de 36 mortes por suicídio registrada, no Huerb 2014, foram 137 tentativas: 93 mulheres e 44 homens, os óbitos contabilizam 35 homens e uma mulher, somando um total de 36 mortes por suicídio registrada, no Huerb

Visando diminuir as estatísticas de suicídios no Estado, os psicólogos Andreia Vilas Boas, coordenadora do Serviço de Psicologia do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), e João Paulo Silva, gerente do Departamento de Atenção Primária, Políticas e Programas Estratégicos (Dape), ministram palestra sobre “Depressão”, na manhã de hoje, 7, no auditório da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), as 9 horas. O evento é aberto ao público.

O objetivo é reforçar que existem formas para prevenir a depressão e também tratá-la, levanto em consideração que seu agravamento pode levar ao suicídio. A palestra abordará os sinais, sintomas, tratamento e prevenção.

A coordenadora conta, que 180 casos de tentativas de suicídios foram registrados no PS, em 2016. No Instituto Médico Legal (IML), 32 óbitos por suicídio foram registrados no mesmo ano.

Em estudos realizados pela psicóloga, em 2013, foram apontam 78 tentativas: 49 mulheres e 29 homens e os óbitos desse mesmo ano são de 22 homens e oito mulheres. Já em 2014, foram 137 tentativas: 93 mulheres e 44 homens, os óbitos contabilizam 35 homens e uma mulher, somando um total de 36 mortes por suicídio registrada, no Huerb, em 2014.

A faixa etária das pessoas que comentem ou tentam cometer suicídio é de 20 a 40 anos. Observando, também, que apesar do número maior de tentativas de suicídio seja mulheres, os homens são os que mais morrem, pois usam de métodos mais letais na hora de tentar contra a própria vida.

O mal do século

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Considerada o mal do século, a depressão a depressão é a principal causa de problemas de saúde e incapacidade em todo o mundo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 300 milhões de pessoas vivem com depressão, um aumento de mais de 18% entre 2005 e 2015.

Segundo a Previdência Social, os transtornos mentais já são a terceira razão de afastamentos do trabalho no Brasil, sendo que os gastos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) giram em torno de R$ 200 milhões em pagamentos de benefícios anuais, dado que reforça a importância de se criar medidas de prevenção.

Os números são preocupantes, até março de 2017, quatro óbitos por suicídio foram registrados, segundo o IML.

Para Vilas Boas, é necessário conscientizar a população que depressão não é frescura, e sim uma doença, que necessita de tratamento para evitar o desfecho trágico.

De acordo com a psicóloga, atualmente, as unidades básicas de saúde contam com atendimento psicológico. E para casos graves existe o plantão psicológico do Huerb.

Outros locais onde o serviço é disponibilizado de forma gratuita são nas Faculdades Faao e Uninorte, cada uma delas possuem dez salas de atendimento, inclusive para crianças e adolescentes.

“Basta se dirigir para alguma das faculdades, pela manhã ou tarde, e agendar a consulta. Às vezes sobram vagas, pois muitos não sabem da existência do serviço”, diz Andreia.

A coordenadora do HUERB, alerta que os familiares de quem sofre de depressão, ou comete suicídio por causa dela, também precisam de ajuda. “Os familiares entram em sofrimento por não saber lidar com uma pessoa doente. Se sentem culpados e podem ter depressão, caso não saibam lidar com a perda, o luto e todo o sofrimento após o óbito”, explica.

Andreia aponta que os mais comuns são a tristeza, apatia, desânimo, alteração no sono e no apetite (falta ou excesso), irritação e perda de prazer nas atividades. E alerta que a depressão em seu estado avançado, grave, pode levar à perda do desejo de viver e à ideação suicida.

Para ela, quanto mais cedo for feito o diagnóstico ou a pessoas perceber que não está bem procurar ajuda, melhores serão os resultados do tratamento, evitando que haja o agravamento dos sintomas depressivos e dos problemas que os mesmos podem trazer tanto para a vida pessoal e familiar, quanto profissional.

A superação de quem venceu a depressão

A autônoma Ivone de Souza, 44 anos, superou a depressão, ela conta com detalhes o que ela chama de “chegar ao fundo do poço” por causa da doença.
“Foi escabroso, tive duas, uma em cima da outra, e a última me levou a lona”, revela.

1 Personagem Ivone de SouzaSegundo Souza, um dos motivos que a fez cair em depressão foi a decepção com um familiar. Com isso, ainda pensou em suicídio, porém o amor pela única filha foi mais forte que a patologia.

“Anoiteci e não amanheci no Acre. Abandonei casa, terras, gado. Me afastei de todos e fui embora com minha filha. Minha família não sabia que o caso era tão sério”, relembra.

Ivone afirma que resistia para não procurar um psicólogo, no entanto a depressão desencadeou um grave problema em sua coluna e ela precisou fazer um procedimento cirúrgico para colocar pinos hastes e parafusos.

“Emagreci, não me alimentava, vivia trancada no quarto chorando. Lembro que só avisei a minha família que estava indo embora quando estava no aeroporto, acabei com o natal deles. Eu achava que fazendo aquilo era uma maneira de sair do sofrimento”, relata.

“Na minha cabeça, eu dava trabalho pra eles porque estava doente. Tanto é que fiz essa cirurgia mesmo com depressão e não avisei ninguém da família”, complementa.

Nas horas de angustia, quando o desespero batia Ivone ligava para sua psicóloga. A patologia a fez dar tudo o que tinha, agora que voltou a realidade está refazendo a vida e, aos poucos, adquirindo os bens dos quais se desfez.

Para ela, a sociedade não sabe direito o conceito de depressão e, hoje, mais que nunca dá atenção para quem estar passando pela doença.
“Sempre fui da igreja, e creio que a cura veio da parte espiritual. Quando liberei o perdão pra quem me fez sofrer fui me sentindo melhor. Sou outra pessoa, estou curada”, finaliza.

 

 

 

Última modificação emSexta, 07 Abril 2017 14:00

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