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Há 57 anos, Brasília era inaugurada com visões ‘antagônicas’ ou de uma ‘nova era’

Há 57 anos, Brasília era inaugurada com visões ‘antagônicas’ ou de uma ‘nova era’

Briga entre parlamentares para conseguir cadeiras, colchão e até roupa de cama para seus apartamentos. Música clássica para os operários da nova capital. O começo do sonho para milhares de candangos, vindos de todas as partes do país. “Sonho acalentado”, na visão de seus entusiastas. “Pandemônio”, nas palavras do então líder oposicionista João Agripino (PB), tio do hoje senador José Agripino (DEM-RN). Com euforia, por um lado, e certo desprezo, por outro, o nascimento de Brasília ganhou a capa dos principais jornais do país em 21 de abril de 1960.

A transferência da capital federal do Rio para o Planalto Central ganhou as manchetes dos principais veículos de comunicação do país como o início de uma nova era da República. “Brasília amanhece”, “Brasil, capital Brasília”, “Brasília, do papel ao concreto” eram apenas alguns dos títulos de primeira página, quase sempre ilustrados por duas imagens que se confundiam: a de Juscelino Kubitschek e a da “capital mais moderna do mundo”.

Os jornais também destacavam curiosidades. No ano que antecedeu a sua inauguração, por exemplo, Brasília registrou apenas oito casos de homicídio e somente três de corrupção. Uma família gaúcha viajou 240 dias em uma carroça só para participar da inauguração da nova capital. Em acesso de fúria por causa da mudança que não chegava, um deputado tentou incendiar o elevador do prédio funcional em que passaria a morar.

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