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O desemprego e as classes sociais

No trimestre encerrado em junho de 2017, existiam no Brasil 13,486 milhões de desempregados. Conforme os dados obtidos no Caged relativos à geração de emprego dos últimos nove meses, podemos encontrar uma média que poderá ser usada a fim de calcular o término do desemprego atual. O cálculo realizado foi com números estacionários, sendo que o resultado poderá ser maior ou menor do que o encontrado neste artigo se for considerada a mutação da economia no tempo.

Nos últimos nove meses o emprego oscilou entre positivo e negativo: Janeiro = -40.864; Fevereiro = 35.612; Março = -63.624; Abril = 59.856; Maio = 34.254; Junho = 9.821; Julho = 35.900; Agosto = 35.457 e Setembro = 34.392, Total = 140.804 mil empregos gerados, perfazendo a média de 15.645 mil empregos por mês em 2017.
Encontrada a média mensal dos empregos gerados e o total ainda em aberto, podemos chegar ao tempo de 862 meses ou 72 anos necessários à recomposição do pleno emprego ou a erradicação do desemprego no Brasil. Enquanto o governo passado precisou de apenas cinco anos e cinco meses para aumentar o desemprego em 624,125% (de 1,6 milhão em 2010 para 11,586 milhões no trimestre encerrado em junho em 2016), o brasileiro precisará de sete décadas para voltar ao número de 2010.

No período entre 2006-2012, o Brasil tinha 5,848 milhões de famílias na classe C, 5,395 milhões na classe B e 1,153 milhões na classe A. No mesmo período as classes D e E perderam 3,277 milhões de famílias para a classe C.

Entre os anos de 2015-2016, aconteceu o inverso. Enquanto as classes D e E ganharam famílias, ficando com 4,102 milhões, as classes C, B e A perderam 100 mil, 1,581 milhões e 414 mil, respectivamente. A recomposição das classes superiores só terá início entre os anos de 2019-2026, onde a projeção para as classes D e E será de 597 mil famílias e as demais classes C, B e A serão de 4,134 milhões, 2,891 milhões e 880 mil famílias.

“Na recessão, o empobrecimento da população inchou o número de famílias nas classes D e E. A base da pirâmide ganhou 4,1 milhões de famílias em 2015 e 2016, passando a representar 56,1% dos domicílios, nível próximo ao de 2011. Nos próximos anos, a quantidade de famílias da classe D e E tende a se estabilizar. Mas, como o crescimento demográfico deve gerar um milhão de novas famílias ao ano, a base da pirâmide vai perder representatividade - 50,4% até 2026.

A classe A, por sua vez, deve crescer em ritmo mais acelerado nos próximos anos, com a adição de novas 880 mil famílias até 2026. Como nas demais classes, isto é fruto da ascensão das camadas inferiores de renda e também do aumento do número de famílias no país nos próximos anos. A proporção do topo de pirâmide no total de domicílios deve crescer para 4%, acima dos 3,8% de 2014 calculados pela consultoria. Em 2016, essa proporção estaria em 3,1%.” (Jornal Valor Econômico)

Como observamos, bastou uma gestão presidencial para liquidar com toda a capacidade do país de erradicar o desemprego e de aumentar o bem-estar social, a riqueza e o espírito de empreendedorismo dos brasileiros.

Marco Antonio Mourão de Oliveira, 41, é advogado, especialista em Direito Tributário pela Universidade de Uberaba-MG e Finanças pela Fundação Dom Cabral-MG.

 

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