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Venezuela, o caos continua

A Venezuela continua sua saga contra o caos do governo de Nicolás Maduro. O tresloucado presidente venezuelano lança sua última cartada (distribuição de petróleo e gasolina) para manter seu grupo político no comando do governo. Maduro sabe que a Venezuela não proporciona saúde e segurança para o povo e que a paciência com sua administração chegou ao ponto máximo, levando a população a fazer diversos protestos nos últimos tempos.

Tentando evitar sua derrocada, Maduro passou a vender gasolina (através da estatal PDVSA) no menor preço já praticado até hoje naquele país. Com US$0,01 (um centavo de dólar) ou R$0,03 (três centavos de real - cotação de fechamento do dólar PTAX de 25/08/2017), o venezuelano compra 160 litros de gasolina na versão mais barata que contém chumbo.

Os taxistas gastam cerca de US$0,10 (dez centavos de dólar) ou R$0,30 (trinta centavos de real) por mês para andarem com o tanque abastecido com gasolina premium, sem chumbo. Um pacote de fraldas com 47 unidades possui o mesmo custo de 4 caminhões tanque de 50 mil litros (gasolina com chumbo).

Podemos comparar outros produtos com a gasolina para que a população acreana possa entender o caos que ocorre na Venezuela, tendo ciência de que cada barril de gasolina sem chumbo corresponde a 159 litros.

O preço de um Big Mac compra 25,7 barris de gasolina; 1kg de leite em pó - 17,6 barris; um desodorante roll on pequeno - 16,3 barris; almoço em restaurante popular - 13,2 barris; 500 gramas de macarrão - 9,4 barris; uma lata de coca-cola - 3,3 barris; um café expresso - 3,15 barris; uma garrafa de água mineral 500 ml - 2,8 barris; 6 pães franceses - 2 barris; e, um rolo de papel higiênico - 1,8 barris.

Os venezuelanos sofrem outro dissabor com a inflação que nos seis primeiros meses de 2017 já chegou a 300%, levando o governo a deixar de fazer a impressão de dinheiro (bolívar) por não ter dólares para comprar a folha de papel-moeda para impressão do bolívar.

Devido à inflação de 700% em 2016 e a desvalorização do bolívar em quase 93% nos últimos 12 meses, o governo criou no início de 2017 cinco espécies de notas - 500, 1.000 mil, 5.000 mil, 10.000 mil e 20.000 mil bolívares - sendo que as três últimas notas são as mais altas em circulação no país e as mais raras no mercado.

O governo de Maduro - o tresloucado - já estuda emitir notas de 100 mil e 200 mil bolívares para ver se a população consegue andar na rua sem as malas de dinheiro. Acontece que antes terá que arrumar capital (dólar) para comprar o papel a fim de fazer a impressão do bolívar. Enquanto não consegue, vende gasolina barata aos venezuelanos buscando evitar as manifestações que podem derrubar seu governo.

Marco Antonio Mourão de Oliveira, 41, é advogado, especialista em Direito Tributário pela Universidade de Uberaba-MG e Finanças pela Fundação Dom Cabral-MG.

 

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